Fato notório
Um registro importante merece ser feito. Não apenas pela importância do fato mas, principalmente por uma situação que se não inédita, é pelo menos pouco usual, especialmente nestes anos de estádios superfaturados. O governo do Paraná autoriza obras para ampliar vagas no sistema prisional do estado. Serão novas cadeias públicas em Campo Mourão, Guaíra e Piraquara, Centros de Integração Social em Foz do Iguaçu e Piraquara, além da ampliação da penitenciária local. Um total de novas 6.670 vagas no sistema. As cadeias ampliarão as vagas para presos provisórios. Estamos resolvendo um problema que se acumula há décadas afirmou o governador. Para a secretária da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes esses investimentos de R$ 161,8 milhões, em parceria com o governo federal no programa de Apoio ao Sistema Prisional do Ministério da Justiça, só é possível por que o Paraná é um dos estados que está com o cronograma mais adiantado, em razão dos projetos apresentados pelo governo estadual estarem prontos e completos. O que minimiza a informação de que ‘o Paraná não recebe apoio por não ter projetos’. Até aí porém, apenas o registro de mais obras. O que impressiona é o fato de, o investimento para a construção das 20 novas unidades prisionais estar previsto inicialmente em R$ 161,8 milhões. Nos processos de licitação obteve-se um deságio de 17% no valor. Uma economia de R$ 27 milhões. No total serão investidos R$ 132 milhões. O que desmistifica a teoria reinante na Copa que quanto mais demora na obra, mais cara ela fica. Uma nova versão sobre essa teoria, muito em voga, é que precisa ser implantada: se não houver sobrepreço, dá para fazer mais barato. Uma lição para 2016, Olimpíadas, já que no aspecto superfaturamento, 2014 já está perdido.
Aqui e lá
Corrupção não é privilégio brasileiro, se confirmada uma denúncia em país também emergente: a Rússia. Adversários do presidente Putin estão apontando o absurdo em gastos para a Olimpíada de Inverno a ser iniciada. Calculam gastos de US$ 51 bilhões de dólares nas obras preparatórias do evento. Com 33% de superfaturamento, denunciam.
Mais bilhões
Aí vem mais oportunidades para os grandes empresários amigos da casa. As obras para a realização das Olimpíadas de 2016, já estão sendo anunciadas. Assim como a previsão de custos que, lamentavelmente nunca se confirmam: R$ 5,1 bilhões. Compromisso assumido, na opinião da coluna meio no oba-oba pelo presidente Lula, juntamente com a Copa do Mundo de futebol e que tanta confusão já vem causando, fazendo gerar preocupações quanto à sua segurança. Sem contar o prejuízo com as obras.
Confusão generalizada
Em períodos eleitorais é que se percebe a bagunça do cenário partidário brasileiro. Partidos políticos sem nenhum compromisso com seus programas, seus ideais. O importante é fechar parcerias em busca de segundos preciosos para os horários eleitorais. Nem os assim chamados grandes partidos, respeitam suas doutrinas. Vale tudo! PT, PMDB, PSDB, Democratas, PROS, PPS, PSB e outros que tais, vão proporcionar uma guerra que de ideológica não tem nada, nos próximos 5 meses. Até as convenções de junho, tudo pode acontecer.
Cenário igual
Aqui no Paraná o cenário está confuso. De certo apenas as candidaturas de Beto (reeleição) e Gleisi (oposição aqui). Balões de ensaio com candidaturas de Joel Malucelli (PSD), Rosane Ferreira (PV) e o inevitável mas autêntico candidato do PSOL. Requião e seu ex-vice Pessuti, tentam viabilizar uma candidatura pelo PMDB. Sem intervenção nacional e, se não se unirem, assistirão seus deputados estaduais e um ou outro federal, jurando fidelidade a Beto Richa.
Em choque
Do prefeito (cassado) de Cascavel, Edgar Bueno, ao entregar o cargo ao presidente da Câmara, Márcio Pacheco: Falamos que o deputado Professor Lemos, não morava aqui; provamos que ele não morava aqui e vamos continua falando o resto da vida que ele não mora aqui.
