Fatos novos
A se considerar as fortes cargas contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por membros da CPMI, pode-se afirmar que eles atiraram no que viram e acertaram no que não viram. Como os leitores estão lembrados, a CPMI do Cachoeira foi criada por pressão do ex-presidente Lula, supostamente para se vingar do então parlamentar Perillo, pela sua dura atuação no Congresso contra o seu governo. Na sequência envolveu-se o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e, mais um companheiro que conseguiram afastar entre os suspeitos, o governador do Rio, Sérgio Cabral, personagem de uma das histórias mais ridículas desse episódio tristemente chamado CPI do Cachoeira. A foto de Cabral com seus secretários e o notório presidente da Delta, empresa que em todos os contratos exibe o DNA de Cachoeira, numa festa do guardanapo em Mônaco, só perde para a do Lula e Maluf ladeando Fernando Haddad. Agora, um novo personagem que os petistas não gostariam de ver exibido, Raul Filho, prefeito de Goiânia, é mostrado em vídeos gravados por Cachoeira em ato explícito de negociação com o contraventor. O que cria a suspeição de que Cachoeira gravava as conversas que mantinha com seus apoiados. Começa assim uma fase de chantagem explícita do acusado, envolvendo gente que aparentava estar acima de qualquer suspeita. O que pode fazer com que outras figuras venham a ser envolvidas, ou dar início a uma operação abafa, para evitando que vídeos comprometedores venham à baila. A exibição do Fantástico, com o prefeito petista de Goiaânia, soa a recado a outros envolvidos.
Defesa…
Há coisas na política brasileira que beiram o grotesco. Caso das defesas feitas no Senado por Demóstenes Torres, diante de um Plenário vazio. Como esperado negou tudo que lhe foi atribuído. Promete comparecer todos os dias para continuar sua defesa, atribuindo a uma perseguição programada pela Polícia Federal a mando de seus opositores governistas, os dramas que está vivendo.
…esvaziada
Na mesma postura do prefeito Raul Fº que tenta provar nada ter a ver sua aceitação dos apoios financeiros à campanha municipal, oferecidos (e gravados) por Carlinhos Cachoeira, com os contratos que seu governo fez com a Delta, inclusive sem licitação, contestados pelo Tribunal de Contas de Goiás, como o de R$ 71 milhões para a coleta de lixo.
Novela
A suspeita que agora passa a vigorar na CPI, em função do vazamento dos vídeos gravados por Cachoeira, na mesma edição do Fantástico em que sua mulher afirma que ele estaria disposto a falar, identifica a chantagem por parte do contraventor. Os próximos dias vão mostrar os novos capítulos dessa novela, mais contundente que Avenida Brasil.
Velhas…
A postura adotada pelo novo PSD que, como a coluna afirmou, já começa a seguir os mesmos caminhos seguidos pelos velhos partidos, mostra que o presidente estadual Eduardo Sciarra continua fiel aos velhos companheiros cujo governo compartilhou como Secretário de Indústria e Comércio. Os dois minutos e meio cedidos à coligação de Ducci, vão reforçar sua campanha.
…práticas
Já a liberação dos companheiros para seguirem o caminho que mais lhes convier, deixa muito a cavaleiro da situação o deputado Ney Leprevost, inicialmente cotado para ser o vice na chapa oficial. Dono da maior votação de Curitiba, entre os deputados estaduais, o apoio de Ney a qualquer dos candidatos é um acréscimo que como diz a propaganda, não tem preço. Ney pediu tempo para anunciar sua posição que nesta altura se imagina será para Gustavo ou Ratinho Jr..
Em choque
A manifestação de Orlando Pessuti que apoiou ostensivamente a candidatura de Ratinho Jr., deixando claro que se trata de um confronto com o senador e não desapreço à candidatura de Rafael Greca, leva Requião a propor a expulsão de Pessuti do PMDB. Teria que expulsar também Romanelli, Alexandre Curi, Stephanes Jr. e seu assessor Doático Santos, todos eles apoiando Luciano Ducci.
