Folclore revivido

Pelo caminhar dos acertos entre  candidatos e  partidos, grande parte deles nanicos à espera de eleições – o grande momento das negociações de seus minguados mas valorizados segundos de TVs e rádios, teremos mais uma eleição marcada por oportunismos e  fisiologismo. Melhor para o governo federal que na reformulação, que tem mais característica  de conchavo, tem cargos para oferecer, na medida em que vários  Ministérios e Secretarias (com status), são deixados por seus titulares, candidatos em seus Estados. Caso da paranaense Gleisi Hoffmann que volta para o Senado, preparando sua candidatura ao governo. Infelizmente empurrando para a obscuridade um jovem que valorizou a suplência que exerceu no Senado: Sérgio Souza. Com ações em favor do Estado, ao contrário do que se viu agora, com  o senador Requião impedindo o acesso do governo do Paraná a um  empréstimo de R$ 817 milhões. Repetindo  por sinal o que já fizera ao tempo de Jaime Lerner, governador. O governo do Paraná aguarda o resultado da decisão liminar, para poder receber os bem vindos R$ 817 milhões. A relatoria está com o ministro Marco Aurélio Mello, que ainda não se manifestou. A iniciativa paranaense é similar a ação movida pelo Rio Grande do Sul, em 2008 e que lhe deu acesso a empréstimo de R$ 1 bilhão. Como de hábito as coisas para este estado são  mais difíceis. Aqui se repete sempre aquela folclórica estorinha do tacho do inferno que representa o Paraná e que não tem, como os dos demais estados, diabinhos/guardiões armados com tridentes para evitar fugas. No do Paraná os que tentam subir são puxados para baixo pelos próprios conterrâneos!

Menos recursos…

Uma das conseqüências diretas do atraso no empréstimo do Proinveste – sempre é bom repetir que apenas o Paraná, entre os 26 estados e 1 Distrito Federal não teve acesso à sua parte nos R$ 20 bilhões oferecidos pelo governo federal para financiar investimentos que ajudariam o Brasil a superar a crise financeira internacional – a crise está terminando e o Paraná …lambendo os dedos, atingiu diretamente o BRDE.

…para financiamentos

Parte do empréstimo do Proinveste – R$ 200 milhões – seriam destinados a aumento de capital do banco regional –Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, o que garantiria mais R$ 1,26 bilhão para as linhas de financiamento a empresas, ofertadas pelo BRDE. Em 2013 o banco concedeu empréstimos  de R$ 3,7 bilhões. Sem os R$ 200 milhões, a capacidade de financiamento ficará reduzida a R$ 3 bi.

Mudança incompleta

Uma das excrescências da atual legislação eleitoral, é a eleição de um senador com dois suplentes, quase sempre, ou parentes, ou financiadores da campanha. A PEC do Senado altera essas regras. Se aprovada, apenas um suplente acompanhará o eleito. Ainda assim sem que tenha qualquer laço de parentesco. Uma alteração mais profunda eliminaria a figura do suplente, obrigando o senador a cumprir o mandato, sem aceitar  cargos no Executivo.

Substituições

Alguns ocupantes de cargos no governo do Paraná deverão se afastar para disputar cargos eletivos. À medida que os meses avancem, nomes virão à baila, obrigando o governador a substituí-los em verdadeiros mandatos-tampão, com validade garantida de 8 meses. Mais tempo dependerá do desempenho de Richa na eleição.

Solidariedade partidária

O bom rendimento do site organizado pela família de José Genoino –  rendimento de R$ 702 mil, permitiu que o ex-presidente do PT condenado no mensalão pagasse a multa de R$ 667,5 mil que lhe foi imposta. Genoino inclusive alugou por R$ 4 mil mensais uma casa em Brasília, que lhe permitirá cumprir a prisão domiciliar,  que hoje desfruta em São Paulo,  se ela for estendida.

Em choque

Pergunta de um ouvinte atento à rádio Band News: E o imposto de renda dessas doações como será pago. Doação pode ser feita até o limite de 6% (pessoa física) a entidade filantrópica. Em doações a parentes (ou amigos) incidem IR e impostos estaduais.