Hereditariedade
Ontem comentou-se aqui a mobilização que setores começam a fazer objetivando dar gás à presidente Dilma Rousseff para prosseguir na árdua tarefa de tentar moralizar o setor público brasileiro. Sairmos daquela colonização iniciada pelas Capitanias Hereditárias (nepotismo), ampliada com a vinda família real portuguesa, fugindo de Napoleão, e de lá para cá só amplificada. Quem leu os livros de Laurentino Gomes, 1808 e 1822, sabe a que a coluna se refere. A dívida externa brasileira com a Inglaterra, começou alí. De lá para cá já se vão 189 anos e a situação só fez piorar. A ponto de, como lembrou dia desses uma comentarista da Band News – Curitiba, que se auto-intitula esta matraca que vos fala, referir-se ao fato de ser honesto hoje, virar notícia. As informações que se tem, de todas as áreas, com ênfase absoluta nos noticiários de televisões às policiais, por sendo emissoras concessionárias do governo, e mais do que isso, beneficiárias das multimilionárias verbas publicitárias governamentais, não poderem se estender muito na análise do que ocorre especialmente em Brasília, deixam muito a desejar. No máximo vão tais redes de tevês, a reboque de denúncias levantadas por revistas semanais. De qualquer modo, embora ainda na elite, OAB, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e outros que tais, começa-se a esboçar reações ao clima de corrupção que tomou conta do Brasil. Como dito, há muito tempo. Lamentável que para os homens que têm sido maioria absoluta nos governos nacionais, estaduais e municipais, tendo que ouvir o que Jovita Rosa, do referido MCCE afirmou: Enfim entrou no governo uma pessoa, uma mulher, que tem coragem de levar adiante a luta contra a corrupção.
Maus sinais
Pelas pressões que as medidas adotadas pela presidente Dilma sofrem dos setores políticos e até da burocracia acostumada à lei do Gerson – aquela de levar vantagem em tudo, é importante que a mobilização seja rápida. A presidente já começa a dar sinais de que vai jogar a toalha.
Rapidez
Soou no mínimo estranha a decisão do Corregedor da Câmara de Curitiba, vereador Roberto Hinça (PDT), ao acatar denúncias contra as vereadoras Professora Josete (PT) e Renata Bueno (PPS). Ambas, as que maior pressão exercem para que as denúncias que pesam sobre o presidente da Casa, Caio Derosso sejam investigadas.
Inoportuno
As acusações contra elas, nepotismo e uso indevido do serviço de xerox da Câmara, merecem ser investigadas. O estranho é que, no caso de Renata, acusada por nepotismo por ter um tio que trabalha na Câmara muito antes de ela se eleger, e da vereadora petista de ter usado metade da cota que lhe cabe mensalmente, para imprimir texto denunciando as mazelas agora afloradas, só tenham aparecido depois do inferno astral de Derosso ter-se iniciado.
Agilidade e lentidão
Enquanto essa agilidade do Corregedor acontece, a CPI criada há dez dias para apurar as supostas irregularidades atribuídas ao presidente da Casa de Leis (mais de nome de ruas, consertos de buracos nas ruas que propriamente de legislação), ainda não foi instalada. Empaca na insistência do vereador Algaci Túlio em pedir proporcionalidade na representação. Sabe ele que se a bancada governista tiver maioria, a CPI não dará em nada!
Ônus do poder
O casal Paulo Bernardo-Gleisi Hoffmann está pagando o preço do poder que obteve no governo federal. Não se passa um dia sem que novas críticas sejam levantadas. Caso da multa de R$ 41 mil (multa de FGTS), paga pela Itaipu a Gleisi quando esta deixou a diretoria financeira para disputar o Senado.
Em choque
Para sorte de Gleisi, o diretor geral da Itaipu, Jorge Sameck, assumiu a responsabilidade: Falei para ela (quando anunciou sua saída). Se saísse era para não mais voltar. E que eu iria exonerá-la. Essa era uma regra que eu adotei. E assumo!.
