Hora da razão
As recentes manifestações de apoio ao encarcerados pelo esquema do mensalão, com agressões verbais por figuras do alto escalão à figura do ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa, estão longe de contribuir para a normalidade. São atos impróprios a uma democracia em que os poderes sendo desrespeitados, contribuem para o enfraquecimento do regime. É de se lembrar que os anos conturbados que antecederam ao movimento dito revolucionário de 1964, com críticas dos membros do Poder Executivo ao Poder Legislativo, criaram o clima para que políticos mal intencionados manipulassem as famílias, levando-as a promoverem as Marchas por Deus, pela Família e pela Liberdade, enquanto personagens das forças armadas, felizmente agora numa postura mais equilibrada, movimentavam tropas para promover a derrubada de Jango Goulart e do regime. Oportuno inclusive, nestes últimos dias, um artigo do equilibrado Leo de Almeida Neves, trazendo luz ao comportamento de Jango, que preferiu perder o comando do país a promover um derramamento de sangue, inevitável se acionasse os comandos militares leais ao governo. O clima que se começa a observar no país, em defesa de políticos que foram julgados com direito a ampla defesa pelos maiores criminalistas do país, envolvidos que estavam em um escândalo que, em realidade, foi o coroamento da ampla série de denúncias sobre esse e outros escândalos que tem roído os alicerces da democracia neste Brasil. É hora de apelar para o bom senso daqueles que ainda conseguem manter o equilíbrio.
Conflito retomado
Mais um conflito se desenha no horizonte político. Desta vez entre a Câmara Federal e o Supremo Tribunal Federal. A determinação da perda imediata do mandato do deputado federal José Genoino (PT-SP) não foi cumprida. Setores petistas na Câmara trabalham para que o processo de cassação não seja implantado, dando tempo a que a aposentadoria do parlamentar, por invalidez, seja decretada.
Crise aprofundada
A cassação de Genoino e mais três parlamentares condenados na primeira fase do mensalão, Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) já iniciara uma crise entre os dois poderes. Com potencial agora de aprofundar-se. No estado de direito, não há soberanos. Todos cumprem a lei estabelecida pelo Judiciário, argumenta o ministro Gilmar Mendes.
Denúncia avassaladora
Ao tempo em que a apologia ao desvio de conduta é promovida em relação aos mensaleiros, começa a ganhar novos contornos o escândalo paulista em relação à formação de cartel denunciada na aquisição de equipamentos ferroviários para o metrô de São Paulo, nos anos de 1998 a 2006. Denúncia de diretor da Siemens coloca mais lenha na fogueira.
Prejuízo municipal
São Paulo por sinal tem sido sacudida por outro escândalo, desta vez envolvendo autoridades municipais da capital paulista, responsáveis pelo desvio de pelo menos R$ 500 milhões, em propinas relativas a impostos municipais. Envolvendo em ambos os casos, partidos que, como em certa propaganda, vão de A a Z.
Indexação à vista
Menos mal que o aumento automático de preços dos combustíveis, em estudo pela Petrobras, ainda não tem consenso. Os recentes aumentos, inclusive no preço do etanol que no Paraná apresentou seu maior percentual (4%), mesmo sendo o norte do estado grande produtor, tem contribuído para acenar à indexação temida pelo ministro Guido Mantega. Medida que dificultaria o controle da inflação.
Em choque
Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, está prestes a receber um mega-investimento. O empresário Joel Malucelli, enquanto sua candidatura pelo PSD não se consolida, expande sua veia empreendedora. Associa-se a um grupo paulista para implantar o Curitiba Premium Outlet, um espaço de 20 mil metros quadrados em que as grandes grifes escoarão as suas coleções anteriores, com preços especiais. Comum em países do primeiro mundo, as outlets, por essa característica e pelo fato de estarem fora do centro consumidor, não faz concorrência aos shoppings.
