Impasses

Interessa aos envolvidos no mensalão a criação da expressão  grave crise institucional em função da  decisão do STF pela imediata sustação dos mandatos dos deputados federais condenados no julgamento do mensalão. O voto derradeiro pela cassação de três parlamentares e até pelo direito de  José Genoino que se preparava para assumir, ser impedido de fazê-lo, foi dado pelo ministro Celso de Mello. Embora tenha provocado um debate acalorado com dois dos quatro defensores do direito de a cassação caber à Câmara Federal, e não ao STF, o fato é que se trata de questão a ser resolvida pela Constituição, cujo texto, a exemplo de tantos outros já alterados, deverá sim ser motivo de uma PEC, discutida na própria Casa de Leis. Cumprindo porém a determinação do STF a quem caberá inclusive a decisão sobre qualquer alteração que venha a ser tomada pela PEC. O que chama a atenção neste momento é a expressão tantas vezes repetida pelos parlamentares e por membros do Poder Executivo: Decisão judicial é para ser cumprida, não discutida! A afirmação agora feita pelo  Presidente da Câmara, Marco Maia de que a Câmara não acatará a cassação de três mandatos não passa de bazófia. Quando a decisão for tomada em definitivo ele já não será presidente da Casa.  Supondo-se que a ordem emanada do Supremo, não seja cumprida pelo Legislativo, o Brasil irá conviver com um debate em que as opiniões será quase totalmente favoráveis ao STF: como pode um parlamentar preso, exercer seu mandato? Até para o caso de parlamentares condenados a  prisão  aberta, com direito a exercer atividade laboral durante o dia, dormindo na prisão, a pergunta: como a Câmara tem sessões apenas três dias por semana, qual o critério a ser adotado? 

Convenção…

Sábado é um dia especial: desde a convenção de 1985 que lançou a candidatura de Roberto Requião a prefeito de Curitiba, o PMDB não vivia uma disputa tão tensa. A derrota de Requião pelo grupo de deputados favoráveis ao apoio a Beto Richa, praticamente encerra a carreira desse que foi o grande líder do partido no Paraná e à cuja sombra cresceram os que hoje o repudiam para, qual Ulisses,  seguir um canto de sereia.

…definitiva

Dando razão ao ministro Paulo Bernardo do PT, que afirma estarem os peemedebistas que contestam Requião, levando o governador Beto Richa a dar um tiro n’água. O PMDB anti-Requião, não estará com ele em 2014, na medida em que as lideranças nacionais do partido já tem compromisso com a  reeleição de Dilma Rousseff. Afirmação que tem lógica. A menos que os peemedebistas do Paraná, confiem tanto na inconfiabilidade dos compromissos assumidos pelas lideranças do partido. Inconfiabiliade que também os liberará no futuro próximo.

Manifesto oportuno

O manifesto vivido nas agências reguladoras  das Associações de Servidores das Agências Nacionais de Regulação, aproveita o mau momento vivido pelas classes em função da Operação Porto Seguro que colocou em dúvida a validade dessas entidades, para pleitear a mudança nos critérios de escolhas de seus dirigentes. Pretendem que os critérios de escolha privilegiem a qualidade técnica e não o apadrinhamento político.

Troco?

Enquanto os companheiros de Gustavo Fruet, eleito prefeito de Curitiba, reclamam do fato de a solicitada audiência com o governador Beto Richa não ter sido agendada, os assessores do governador retrucam: há quatro meses ele aguarda audiência solicitada por ele com a presidente Dilma.

Em choque

Enquanto isso, Gustavo já foi recebido em audiência em Brasília, poucos dias depois de eleito. A pergunta que  cabe:  esse tratamento dispensado ao governador  do Paraná, será uma amostra do tratamento que a presidente Dilma dispensará ao estado? A dúvida vale também para o tratamento ao prefeito de Curitiba! Em qualquer das duas situações o comportamento da Presidente e do Governador não serão republicanos!