Interferências políticas
Cinqüenta anos vividos em governos e na lide jornalística, autorizam o colunista a não ser inocente em avaliações políticas. Daí a certeza, após a divulgação dos empréstimos autorizados pela Secretaria do Tesouro Nacional em todo o país, da interferência política nas decisões desse órgão governamental que para este Estado, impõe critérios técnicos. Não é crível que o Paraná ocupe, em volumes de empréstimos autorizados pela STN o vigésimo terceiro lugar, entre 26 estados e um Distrito Federal, que compõem a chamada Federaçãobrasileira. Que de Federação, pela centralização de recursos e decisões, tem bem pouco. Considerando-se ainda nessa classificação, quatro empréstimos que somam 1 bilhão e 240 milhões de reais, dos quais 1 – único com recursos já liberados – é relativo a obras da Copa (estádio do Atlético) e 3 foram autorizados há menos de um mês. Quatro ainda estão em análise. Isso, quando Santa Catarina que conta com uma única ministra, Ideli Salvatti (PT), agora ainda mais sintonizada com o novo pessedista governador Raimundo Colombo, ocupa o quarto lugar, com 7 bilhões e 520 milhões liberados. O Maranhão que tem José Sarney e Edson Lobão a defender seus interesses, aparece na oitava colocação com 5 bilhões e 340 milhões no bocó, para usar uma linguagem de caçador. Para eliminar qualquer dúvida de interferência política, o último lugar é ocupado por Alagoas, governada por um adversário político de Renan Calheiros (PMDB). Com apenas 620 milhões liberados e 3 empréstimos em análise. Para o leitor, fica alguma dúvida!
Bom contribuinte…
No momento em que se traga à luz a contribuição dos estados brasileiros ao PIB e à balança de pagamentos, o Paraná certamente aparecerá com contribuição expressiva. No mínimo entre os seis primeiros. No entanto, quando se trata de receber o retorno de sua contribuição ao Tesouro Nacional, essa vexatória condição constatada acima.
…mal atendido
Não fora os R$ 104 milhões liberados pelo BNDES às obras do estádio do Atlético (dinheiro para obras da Copa sempre foram prioritários) e as recentes autorizações a três outros empréstimos, estaríamos em último lugar. Isso que o Paraná tem três ministros que, segundo conta, são muito influentes. Os da melhor idade vão lembrar com saudade da atuação de Ney Braga, quando Ministro da Educação, em defesa dos interesses do seu Estado.
Amável e eficiente
Fonte da coluna garante que o atendimento da presidente Dilma, na recente reunião que manteve com Beto Richa, em que os secretários Jozélia Nogueira e Reinhold Stephanes o acompanhavam, foi muito cordial e objetivo. A solicitação de Beto para inclusão no Proinveste (R$ 817 milhões) – o Paraná foi único estado a ficar de fora – recebeu imediato acionamento telefônico de ministros por parte da Presidente.
Natal festivo
A medida aprovada pelos vereadores de Curitiba (colégio de líderes) para recebimento do décimo-terceiro salário, baseada em lei municipal que a própria Câmara aprovou não acatando recomendação em contrário do Tribunal de Contas do Estado, certamente gerará questionamento. Eventualmente até a não aprovação das contas de 2013 do Poder Legislativo municipal.
Substituições à vista
Os dias da ministra Chefe da Casa Civil da Presidência no cargo parecem estar contados (Gleisi Hoffmann por sinal vive momento de tristeza e luto pelo falecimento de seu pai). Já se discute no Planalto a sua substituição no início de 2014, para que possa candidatar-se ao governo do Paraná. Aloísio Mercadante (Educação) e Miriam Belchior (Planejamento) são os nomes colocados na disputa pela Casa Civil. Outros ministros, igualmente candidatos, devem deixar seus cargos.
Em choque
Andou bem a presidente Dilma ao vetar o projeto que permite a criação de novos municípios. As atuais dificuldades vividas pelos já existentes, recomendam cautela.
