Lei, ora a lei!
Uma cautela que o político precisa ter, é contestar imediatamente alguma afirmação atribuída a ele, que não corresponda à verdade dos fatos. Isto é, ao que foi realmente afirmado em entrevista gravada pelo jornalista. Com uma certeza: a contestação tem que ser absolutamente fiel. De outro modo, o entrevistador, pode perfeitamente provar que a afirmação por ele repercutida foi exatamente igual ao que foi dito. Exibirá a sua gravação que se, salvo o que Demóstenes Torres afirma hoje, tenha sido editada; deixará o político contestador em maus lençóis. O colunista viveu situação curiosa sobre o tema proposto. Consta do livro Paraná Político- História e Folclore: quando em 1963 assessorava o importantíssimo Secretário de Interior e Justiça, Affonso Camargo Neto, que presidia o PDC de Ney Braga (governador). Uma frase cortada por Affonso do discurso que Paulo Ricardo dos Santos produzira para que ele lesse na convenção da Juventude Democrata Cristã (José Richa, Oscar Alves, Professor Lamartine, Campos Hidalgo e uma plêiade de jovens entusiastas da Democracia Cristã), foi manchete no jornal Última Hora (edição do Paraná). A frase dizia: É hora de uma guinada para a esquerda. Affonso poderia contestar. Não o fez pela repercussão alcançada. Quando veio a revolução no ano seguinte, seu nome passou a ser questão de honra para os caçadores de bruxas da época. Alguns deles ainda por aí, com medo da comissão da verdade. Agora uma frase do deputado Elton Welter (PT), líder da oposição também merece uma retificação. Disse ele ao justificar apoio da oposição à antecipação do recesso parlamentar: Nem tudo que está no Regimento Interno e nas leis, é cumprido. Expressão que na boca de um parlamentar que faz leis, é admissão de que parlamento no Brasil é falácia. Fazer leis para não serem cumpridas, custa caro!
Milhões em ação
O duro, em não se estando entre os trinta milhões de corintianos – pretensão e água benta…, é agüentar agora gente que você nunca se imaginou, desfilando com a camisa alvi-negra do Parque São Jorge. Ou será de Itaquera, no novo estádio construído com o dinheiro do brasileiro, torcedor de outra agremiação.
Intimidade
Depois de posar com Lula, foto que causou grande sensação na imprensa e cujo efeito junto ao eleitor ainda não foi medido por pesquisas, Maluf consegue outro feito. Deixou-se fotografar beijando a mão de Dilma, em evento no Palácio do Planalto. Pelo jeito está se tornando íntimo do PT.
Apatia
Talvez seja essa a razão para se ter nas ruas um ambiente de absoluta indiferença, como se uma eleição municipal, aquela que por falar mais de perto ao eleitor, costuma arrebatar mais. A apatia talvez se deva à preocupação dos candidatos em adiar o máximo possível o início da campanha que promete será a mais cara da história. Só em São Paulo os candidatos já definiram o máximo de R$ 258 milhões a ser gasto. O triplo de 2008 quando R$ 98 milhões foram declarados à Justiça Eleitoral.
Indefinido
O deputado Ney Leprevost, mais importante líder do PSD, por sua condição de presidente municipal e pelas votações que sempre teve aqui, cotado inclusive para ser o vice na chapa de Luciano Ducci, depois de ser desprestigiado com a escolha de Rubens Bueno para o cargo, ainda não se manifestou. Não se sabe a quem irá seu apoio, de vez que o partido, embora tenha entregue (!) os 2,5 minutos ao prefeito curitibano, candidato à reeleição, liberou seus filiados a apoiarem a quem quiserem.
Em choque
Outro filiado do PSD curitibano, tão importante quanto Ney pela audiência com que conta em sua rádio Banda B, e pelas boas votações que sempre alcançou em Curitiba, no entanto, já é lucianista desde pequenininho. Trata-se do festejado radialista e ex-deputado Luiz Carlos Martins: Vou entrar de corpo e alma na campanha de Luciano, afirmou ao jornalista Aroldo Murá.
