Mais um estádio

Uma das grandes preocupações restantes com os estádios da Copa, é a Arena da Baixada. Pelo estilo centralizador do presidente da CAP SA, empresa  criada para  capitanear as reformas exigidas pela FIFA, situação aceita pelo governo brasileiro quando ofereceu o país para sediar o evento. Abrindo mão inclusive de sua autonomia e entregando-se nas mãos de Joseph Blatter e seus assessores. Com a definição  de Curitiba como uma das sedes para quatro jogos, o estádio atleticano foi o escolhido. Claro que, com a exigência de seu presidente, de participação de Prefeitura e governo do Estado para ajudar a bancar as milionárias despesas. Repartidos os valores e definidas as atuações começou a confusão. Inicialmente com a entrega de projetos e fornecimento de materiais para parentes de Mário Celso Petraglia, obrigando a Assembleia a implantar uma CPI Faz de Conta. Dos valores iniciais previstos, em torno de R$ 180 milhões, sucessivos aumentos foram sendo incorporados ‘em função da inflação’. Até chegar a números aproximados a R$ 216 milhões. Alegando novos acréscimos, o que não foi aceito pelo Tribunal de Contas do Estado que está sugerindo ao BNDES a sustação dos repasses, Mário agora afirma ter sido induzido a aceitar a escolha do estádio. Os de melhor memória lembram-se de seu empenho na escolha de Curitiba como sede e da necessidade de  aporte de dinheiro público, muito contestada aliás, para a conclusão da Arena. Especialista na convergência  de autoridades a seus pontos de vista, desde o tempo em que como representante da empresa que dirigia à época, realizava grandes projetos com a Telepar dirigida por seu amigo Paulo Cordeiro, Petraglia agora tenta provar que os custos da obra girarão em torno de R$ 260 milhões. Resta saber se seus parceiros aceitarão a supervalorização.

Fogo amigo

A julgar pela expressão do deputado Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa, Lamento, Gleisi você venceu, ao se referir à liminar do CNJ impedindo o Tribunal de Justiça do Paraná a repassar ao caixa único do governo os 30% dos depósitos judiciais, o dedo da ministra Chefe da Casa Civil da Presidência, esteve presente na decisão.

Faltou um número

Gleisi por sinal, solidariamente à queda expressiva que atingiu a presidente Dilma em seu prestígio, medida depois da manifestações que se espalharam pelo país, também deve ter sua avaliação na disputa ao governo do Estado, afetada. Um número a ser informado pela Paraná Pesquisa que mediu o impacto de quedas nos prestígios de Beto Richa e Gustavo Fruet.

Confissão imprópria

Pegou mal a fala da presidente Dilma tentando provar a sua afinidade absoluta com Lula, em função de movimentos dentro do próprio PT que tentam convencer Lula a aceitar nova disputa. Eu acho que o Lula não vai voltar, porque ele não foi. A sua nulidade como presidente (na medida em que supostamente é Lula quem manda) deu chance a que seu opositor Aécio Neves afirmasse: O sentimento é de um governo incapaz de novas iniciativas, refém das circunstâncias que o cercam.

Aumento de fiscalização

O coordenador da bancada paranaense no Congresso, deputado Marcelo Almeida, defende uma tese importante. Com apoio da bancada, manterá encontro com representantes do Exército, numa tentativa de aumento do orçamento militar para ampliar a fiscalização de nossas fronteiras, que sofrem com o tráfico internacional de drogas, justifica.

Em choque

A propósito de falas: quem andou pelo interior nesse curto recesso parlamentar foi  o senador Álvaro Dias. Confirmando em entrevistas, sua candidatura à reeleição ao Senado. Situação que conflita com a de seu irmão Osmar que, cogitado para substituir Gleisi na candidatura ao governo, se o desgaste dela se acentuar, afirmou: disputei o Senado duas vezes e venci. Duas ao governo e perdi. Parece que o paranaense quer me ver no Senado.