Mudança de rumos
Talvez ainda fruto das manifestações populares ou, decorrência da intercessão do Papa Francisco em favor do povo brasileiro, o fato é que algumas situações parecem caminhar pela boa trilha no país. Com menor rapidez do que se implantaram as malfeitorias, é verdade, fruto de centenas de anos de desgoverno, desde maus hábitos trazidos pela Corte portuguesa.Um fato da semana merece destaque: eliminando através seus vetos, três pontos de um projeto aprovado pelo Congresso que poderiam degenerá-lo; uma lei há muito desejada pelos que vêem nas concorrências públicas, instrumentos de corrupção, nos três níveis administrativos. A presidente Dilma sancionou o projeto que cria o cadastro da empresas envolvidas em casos de corrupção. Agora Lei que se levada a sério mudará o comportamento de empresários que vivem agarrados às gordas tetas das malfeitorias governamentais. Especialmente empreiteiros de grandes obras como o país está a necessitar. Segundo ela, empresas condenadas por fraudes poderão receber multas de até R$ 60 milhões, 20% do faturamento, interdição parcial das atividades ou mesmo fechamento, entre outras punições. É uma das medidas mais duras de combate à corrupção, implementadas no Brasil nos últimos anos. E não sem tempo. O nível de desvio dos recursos públicos que são muitos, em função da carga tributária mas, insuficientes pela má aplicação, estava levando o brasileiro ao desconforto. O que se deseja é que, daqui para a frente, assista-se a uma mudança completa de mentalidade entre os administradores públicos. Quem entrar em governos, entre para servir, e não ser servido, como é a moda atual!
E agora, José!
Um fato curioso ocorre em Cascavel. Reeleito, o prefeito Edagrd Bueno teve sua vitória em segundo turno contestada pelo deputado Professor Lemos (PT), seu concorrente. O processo contra Edgard, dela decorrente, vai ser retomado na semana com parecer da juíza Renata Baganha (TRE-PR) pela cassação. Ocorre que as contas de campanha do Prof. Lemos também não foram aprovadas pelo mesmo órgão, o que o impossibilitaria de assumir, caso Edgard tivesse sua candidatura cassada.
Saída ao mesmo estilo
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que teve papel destacado nas investigações do mensalão, sendo implacável na acusação dos envolvidos nesse escândalo, vai deixar o cargo com um último feito: pedido de investigação contra o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Segundo Gurgel ele teria favorecido a empresa SC Transportes Marítimos, de Marcílio Carvalho, marido de uma superintendente do Dnit.
Anti-nepotismo
Uma das conseqüências da recente visita de representantes do CNJ junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, acaba de ser anunciada: 27 servidores comissionados, parentes de desembargadores ou juízes, que prestavam serviços em gabinetes do TJ-PR acabam de demitidos. É o combate ao nepotismo preconizado pelo Conselho Nacional de Justiça.
Transparência
Informação do prefeito curitibano Gustavo Fruet: Ao contrário do que acontece hoje, vamos cumprir o que determina a lei e dar total transparência a todas as ações da administração pública e seus servidores.
FOLCLORE POLÍTICO
O radialista/jornalista/TVmen Jamur Jr., autor do livro Sintonia Fina que retrata o Rádio no Paraná, ao tempo do governo Ney Braga, imitava a voz do governador à perfeição. Muitos trotes passou em personagens da época. Um deles, Napoleão Braga Cortes, primo do governador, que presidia a Café do Paraná. Jamur ligou: Napoleão, preciso que você e o Pedro Tocafundo (agrônomo, antes craque de futebol) venham ao Palácio com urgência. Jamur reuniu a turma da comunicação do governo e foram todos recepcionar a dupla. Quando o carro da Café chegou a toda, Napoleão ao ver a turma às gargalhadas, percebeu o trote. Só não chmou Jamur de santo. Noutro dia o telefone bate na presidência da Café: Napoleão. Aqui é o Ney. Napa nem esperou a continuidade: Seo Turco f.d.p. Vai encher outro. Do outro lado a voz do governador: O que é isso, Napoleão. Aqui é o Ney! E era!
