Mudança salvadora
É incrível o número de leis que se tem neste país. Há quem fale em mais de centena de milhar. Uma prova de que não se dá valor a elas. Afinal não há estrutura capaz de fiscalizar suas execuções. Isso sem contar as que, por não interessar aos poderosos de plantão, ficam anos nas gavetas do Congresso. Algumas delas cujo poder seria de mudar a realidade política brasileira. Caso de proposta feita por Affonso Camargo Neto que pretendia ver as eleições realizadas em todos os níveis num só dia: de vereador a Presidente da República, passando por prefeito, deputados, governador e senador. Com um adendo: todos os 30 partidos de hoje, mais os quase 30 que estão em gestação teriam que apresentar candidaturas próprias nas eleição majoritária: Presidente, governador, senador e prefeito. Para o eleitor, embora o número de candidaturas fosse impossível de ser avaliado, uma beleza: eleição (de preferência não obrigatória) de 4 em 4, ou 5 em 5 anos. A intenção é eliminar as legendas de aluguel. Aquelas que usam os segundos que lhes cabem no horário eleitoral para, através uma coligação, rechear os bolsos de seus donos de dinheiro. Sabe o leitor o preço dos segundos de radio e TV? São caríssimos. Daí as coligações com 7,8 partidos, para ter pelo menos de 4 a mais minutos para vender seu peixe ao incauto eleitor. Some-se a isso o fato de que hoje esses horários do TRE são dominados pelos marqueteiros, pagos a peso de ouro, sem responder eles depois de computados os votos pelas promessa feitas, e se terá o cenário em que cada mandato vai ser cumprido. Pior: com o sistema de hoje, de 2 em 2 anos, termina uma eleição, outra já está começando. Já não se fala mais nos ambientes políticos em projetos para já. Fala-se em 2014. E assim será enquanto nada mudar neste país.
A conferir
A propósito de marqueteiro, uma informação não confirmada, vazada em coluna importante de jornal nacional. A campanha de Maduro na Venezuela teria sido conduzida pela equipe de João Santana, o competente dirigente (real, com força de ministro de bastidores) da comunicação da presidente Dilma. Como João é um homem de altíssimo valor (fala-se em R$ 50 milhões na última campanha), a indagação que fica: quem pagou sua ação na Venezuela?
Dá gana!
Só pode mesmo ser falta do que fazer, propor que nos dias de jogos da Copa do Mundo em Curitiba, seja decretado feriado municipal. Isso sem considerar que grandes jogos certamente não virão para cá. Por causa de um Gana x Marrocos por exemplo, 1.8 milhão de pessoas pararem de produzir (fora os feriados normais) para que 25, 30 mil possam ir ao estádio só pode ser pilheria de mau gosto.
Atleticano mas não fanático
Isso sem considerar a má vontade com que a grande maioria, especialmente os adversários, vê um estádio particular ser construído com boa parte de dinheiro público. Um projeto cujo orçamento foi anunciado em R$ 180 milhões e agora já ultrapassa os R$ 200 e muitos milhões. Com um presidente de clube anunciando que as obras ficam em família. Sob aplausos da CPI.
Curitiba governista
Até o tempo curitibano parece ajudar os governantes em situações que a todos parecem estranhas. A ideia de colocar granito (seis vezes mais caro que o piso comum) numa das avenidas mais sofisticadas da cidade, foi mal digerida pelo restante da população cujas calçadas são no mínimo, horrorosas. O mau tempo prejudicou a farofada programada como forma de protesto bem humorado naquele espaço privilegiado. Poucos dos 7 mil comprometidos via Facebook, compareceram.
Em choque
O que está a merecer uma farofada é a Copel, com seus postes sendo alugados para inúmeras empresas cujas fiações deformam as árvores curitibanas. Esse faturamento obtido à custa da degeneração das copas de árvores, deveria pelo menos ser abatido no custo da iluminação pública cobradas aos moradores.
