“Mulher fácil”
Um episódio lembrado na semana pelo jornalista Bernardo Mello Franco, na Folha, retrata bem o que seguiu na política brasileira e que permanece até hoje. Haja vista o episódio vivido em São Paulo em que Lula, qual num casamento à antiga levou a noiva – Fernando Haddad ao altar do sacrifício (a residência de Maluf) para a foto oficial. Tudo na base de flores e sorrisos. Só depois veio a informação que era um casamento de interesse que jogar no colo do noivo um alto cargo, posto-chave do Ministério das Cidades, provando que Maluf não dá ponto sem nó. Depois disso, al´pem de ter perdio Erundina como vice, Haddad deixou claro que o ex-prefeito paulistano não será bem-vindo na propaganda do PT; dirigente petista escreveu artigo em defesa da aliança, sem citar Maluf e militantes o vaiaram na convenção do partido. Tem tudo para repetir a história que Roberto Jefferson contou, antes de afundar seu mandato sem a ajuda pedida a Lula. E olha que Jefferson, líder do PTB era especialista em defender governos de todos os tipos. Até o de Collor.Em represália detonou o escândalo das propinas nos Correios, e lançou os 38 envolvidos no mensalão em desgraça. Tudo porque, como disse grosseiramente à época o PT tratava os aliados como prostitutas. Pagava pelo serviço feito mas se negava a fazer a corte, dar a mão no cinema ou convidar para jantar. Imagem perfeita! O episódio do casamento com Maluf parecia ter ensinado ao PT a lição que Jefferson cobrava. É preciso flertar permanentemente para continuar sólido o casamento. Se ele (PT) agora continuar a dar a Maluf tratamento de mulher fácil (?) não se sabe o que pode acontecer.
Eleição cara
Ontem a coluna citou o provável custo da eleição paulista, obtido através as declarações ao TRE. A previsão de Curitiba também cresceu l6% acima da inflação. Deverá, segundo as estimativas, custar R$ 68,3 milhões. O que causou espécie e deverá criar problemas na campanha foi a declaração de bens dos candidatos.
Patrimônio explicado
Pela defesa feita pelo casal Luciano-Marry Ducci quando da publicação de reportagem na revista Veja, mostrando que o patrimônio dele e da esposa passou de R$ 1 milhão para R$ 30 milhões, a justificativa que inclusive esta coluna fez, referia-se ao patrimônio herdado por Marry, que pertence a uma tradicional família (Dal Pra) de fazendeiros com início em Paranavaí e projeção pelo Mato Grosso.
Pobrezinhos
Agora o patrimônio maior pertence a Ratinho Jr., supostamente por transferências do milionário comunicador Ratinho – R$ 7,5 milhões. O segundo é Gustavo Fruet, hoje com patrimônio avaliado em R$ 2,5 milhões. Luciano e Greca, surpreendentemente estão quase pobres. Luciano declara apenas R$ 312 mil, menor que a declaração de 2008, quando foi vice de Beto Richa. Rafael Greca também perdeu patrimônio segundo sua declaração. Tem agora apenas R$ 264 mil.
Memória fraca
Já a fartura de opções que o eleitor curitibano terá, será na opção para vereador. Nada menos que 650 candidatos irão disputar as 38 vagas. Como sempre acontece porém, apesar dos escândalos que marcaram este mandato, a renovação pode não ser expressiva.
FOLCLORE POLÍTICO
As recentes declarações sobre custos de campanha, remetem o colunista a um personagem hoje pouco lembrado da política paranaense. Seu nome Francisco Scorsin, já falecido. Homem extremamente simples, de imenso coração, sua maneira de fazer política atendendo aos menos favorecidos, sempre foi a mesma desde que se elegeu prefeito de Assai sem gastar. Seguiu pelos inúmeros mandatos que cumpriu na Assembleia. Um fato marcou sua administração em Assai. A elite da florescente cidade de forte influência nipônica, reclamava da existência da zona do meretrício em pleno centro da cidade. Chico, pressionado, com pena das meninas, transferiu a zona para o acesso da cidade, com todos os recursos (água, esgoto, energia). Não escapou da vingança: as meninas denominaram a área de Vila Scorsin. Até hoje lá.
