Não mudam por que não querem!

A coluna já repercutiu uma frase cujo autor nos foge agora mas que trocada em miúdos diz que : Os orçamentos  (LDO- Lei de Diretrizes Orçamentárias) são figuras de retórica. Mais ou menos como aquela piada do inglês que visitando o Brasil, estranhou certa situação. Indagando de um cidadão se aquilo não era proibido no país recebeu a seguinte resposta: É, mas a lei não pegou. Orçamento em todos os níveis  – municipais, estaduais e federal – são assim: vereadores, deputados estaduais e federais, assim como as bancadas, debruçam-se sobre eles durante cinco meses do ano, discutem, substituem valores, apresentam emendas, e quando aprovadas, não serão cumpridas. Um verdadeiro jogo de faz de conta. O Executivo, que mandou o projeto para os legislativos contemplando valores para  custeio da caríssima máquina pública, obras e  recursos para vários setores, nem sempre cumprindo o que determina a lei (percentuais para saúde e educação por exemplo), sabe que na aprovação virá um adendo: o governante poderá remanejar até x por cento dos valores aprovados, conforme os seus ‘interesses’. Isso quando não faz como em certas câmaras municipais em que a autorização é para remanejar tudo. A emendas então, beiram o perigoso caminho da galhofa. Ainda agora, quando o orçamento federal (por ser o mais importante) está em vias de ser aprovado, constata-se que, para citar apenas o Paraná como exemplo, das emendas propostas pela bancada  (30 deputados), num belíssimo total de R$ 1,3 bilhões dos últimos 4 anos, apenas R$ 326,7 milhões foram empenhados. Se considerado o fato de que ‘empenho não significa aplicação real’, a coisa fica ainda mais feia. Conclui-se que esta é uma democracia de fachada. São emendas para inglês ver.  Lembram o Pelé, no seu auge, que dava bola redondinha para os companheiros e só recebia desculpas de volta. Não seria melhor, como pleiteiam os legisladores que as emendas fossem impositivas, isto é, obrigatoriamente pagas? Cabe a eles mudarem;  não mudam por submissão!

Mudança, já!

Frase de um juiz federal que corrobora o que a coluna defende: eleições gerais –de vereador a Presidente – de quatro em quatro anos (ou de cinco em cinco). Eleições a cada dois anos prejudicam a rotina administrativa  porque todos os políticos, do presidente da República ao prefeito, estão continuamente em campanha e governam apenas em anos ímpares. Eleições, além  de caras, sujeitas à corrupção.

Perdas previsíveis

A Petrobras pode estar tendo prejuízo como demonstram suas perdas na Bolsa de Valores, tentando segurar o preço dos combustíveis nas bombas, para segurar a inflação. Os postos que não tem nada a ver com isso, aumentam seus preços ao Deus dará! Em Curitiba têm o maior lucro do país. O mesmo acontece com as empresas de energia (Copel entre elas) que perdem valor de mercado, para reduzir o preço ao consumidor; que teima em não cair!

Repercussão

A repercussão do comentário sobre a entrevista de Romário, um deputado federal que por ser oriundo da área esportiva tem autoridade para criticar o gasto absurdo do país para sediar eventos esportivos como a Copa e as Olimpíadas (além de uma Copa das Confederações), encheu a caixa postal da coluna de comentários. Parece que o brasileiro, que recebera passivamente os gastos dos jogos do Pan no Rio,  percebeu o absurdo da submissão do Brasil às exigências da Fifa. Pão e circo, ensinavam os romanos!

Em choque

Em outros paísesm o que ocorreu nos últimos dias em São Paulo e Santa Catarina, supostamente por ordem de presos em penitenciárias dos dois estados, seria classificado como terrorismo. Com direito a pena de morte para os mandantes que têm acesso a celulares, sem que os seus asseclas (os que fazem com que esses aparelhos cheguem às suas mãos) sejam igualmente punidos.