No devido lugar

Um artigo do deputado Eduardo Sciarra (PSD), falando das dificuldades vividas pela Petrobras na atualidade, depois de ter sido aparelhada, isto é, ocupada pelos companheiros  que  se apropriaram também de outras estatais mesmo que sem qualificação, o colunista lembrou-se de um fato pouco conhecido. Desde o tempo de Getúlio, quando foi criado o slogan O Petróleo é nosso, a Petrobras virou uma empresa intocável, responsável pelo monopólio do produto que tinha dificuldade de encontrar. Valeu-se mais da importação que ao preço da época compensava. A juventude de então, idealista, manipulada pelos poucos veículos de comunicação abastecidos nas fartas tetas dos governos – Chateaubriand e Cia Ltda – dividida entre um capitalismo pouco conhecido e um socialismo que respondia mais aos anseios desses jovens ascendentes  nas categorias sociais, movidos por poucas informações que apontavam para um país supostamente independente, reunida em universidades gratuitas que beneficiavam mais os melhor preparados em cursinhos pagos, apoiava-a  com entusiasmo. Prosperavam a UNE e suas subsidiárias estaduais, assim como hoje, as centrais de trabalhadores beneficiadas por Lula. O que ficou faltando no comentário do deputado Sciarra, ao referir-se que só a partir de 1997, com a queda do monopólio da Petrobras, implantando o modelo de exploração por concessão, agregando recursos e experiências  internacionais através a diluição dos riscos e com segurança jurídica aproximou-a da autossuficiência, foi o nome do autor da façanha. Foi o tão injuriado Paulo Maluf que na condição de governador de São Paulo, à época, contestou o monopólio. Com a criação da sua depois falida Paulipetro. De lá para cá a Petrobras virou um sucesso cada vez menos infensa às interferências políticas.  Nos últimos anos porém, ela que chegara a sucessos tão grandes como a descoberta do precioso líquido em águas profundas e dali ao pré-sal, amarga um prejuízo bilionário. Graças à mudança de modelo. Cabe à despachada nova presidente Graça Foster, repor às coisas em seus devidos lugares, recolocando a Petrobras no alto conceito que o povo brasileiro sempre a teve. É uma empresa brasileira, não de partidos aliados.

Causa e efeito

Se não acontecer uma mudança significativa na campanha do ex-deputado Gustavo Fruet, capaz de mudar o comportamento do eleitorado curitibano, a sua queda de avaliação significativa detectada na pesquisa Ibope, pode apontar para um segundo turno quase certo, entre Luciano Ducci e Ratinho Jr. Na conhecida resistência do eleitorado da capital ao PT, apontada em outras campanhas, pode estar a justificativa.

Programa favorável

Com muito mais tempo de comunicação no impropriamente chamado horário eleitoral gratuito, e volumes muito mais expressivos de colaborações financeiras, a vida do atual alcaide também não está fácil. Conseguiu agora empatar com o surpreendente filho do comunicador festejado nas classes populares. A tese de que a manutenção do programa de Ratinho (pai) no ar, é favorável a seu filho, parece estar confirmada, mas não foi acatada pela Justiça eleitoral.

Comparação inevitável

Um fato que causa surpresa e indignação nas hostes petistas é a condenação pela maioria dos ministros do STF, de João Paulo Cunha. Reinava a certeza de que, com 7 deles nomeados pelo presidente Lula, o reconhecimento de tais ministros, viria sob a forma da absolvição. Mostra que o STF  difere do Congresso onde a subordinação da maioria é visível e quase permanente.

Em choque

Embora ainda parcial, independente de quem tenha sido o punido, no caso um prócer petista, o julgamento do mensalão restabelece um pouco a confiança dos brasileiros na Justiça. Até a 3a., quando o placar já era de 4 a 2, muitos ainda duvidavam que um nome da expressão de João Paulo Cunha pudesse ser punido. Afinal esta era a regra vigente no país, que se espera, tenha definitivamente ficado no passado!