Non ducor, duco (não sou conduzido, conduzo)!
Num momento crucial em que várias mudanças ocorrem na América do Sul, com a morte de Hugo Chávez e sua substituição por um seu apadrinhado e, uma eleição democrática que reintroduz no governo paraguaio o Partido Colorado e seu conservadorismo pragmático que por sessenta anos dominou o país, boa parte dos quais em forma de ditadura, é tempo para os governantes brasileiros repensarem sua responsabilidade no relacionamento com a maioria dos países, na condição de país líder do continente. A postura até agora adotada de apoio a governos que demonstram aprofundar o conceito de que a imprensa tem que ser calada, deixa patente que esse modelo é o ideal para também ser implantado por aqui. Pelo menos é o que revelam manifestações nesse sentido ocorridas em freqüentes reuniões promovidas pelas lideranças petistas, desde que gravíssimas denúncias de alguns jornais e revistas independentes, que não fazem parte da mídia das agências de propaganda que prestam serviço ao governo, via as verbas de estatais, têm feito. Algumas delas, como o mal explicado negócio da Petrobras já repercutido aqui, capazes de transformar o mensalão e em consequência os mensaleiros, em aprendizes de feiticeiro (expressão cunhada por esta coluna, valendo-se da sabedoria popular). Os observadores mais atentos já devem ter percebido que os telejornais das principais redes de tevês transformaram-se em extensão dos programas policiais como o Cidade Alerta, do Datene, na Band, ou aqueles que o falecido deputado Cadeia (Alborghetti) apresentava por aqui. Fruto do domínio imposto pelas referidas verbas que amordaçam as TVs brasileiras. É só prestar atenção e se concluirá que a Caixa hoje tem o mesmo volume de propaganda que as Casas Bahia. Com um detalhe sutil que quem é do ramo conhece, em relação à aquisição de pacotes de segundos.
Paz…
A paz volta a reinar no reduto tucano paranaense. A convenção partidária realizada na Sociedade Thalia, de Curitiba, no sábado, além de repor no comando do PSDB regional o deputado Valdir Rossoni, que já o presidira antes de Beto, conciliou os interesse gerais. Os pretendentes Ademar Traiano e Alfredo Kaefer foram aquinhoados com a 1a. Secretaria e 2a. Vice-Presidência, respectivamente.
…afinal
A primeira vice coube a Luiz Carlos Haully, secretário da Fazenda do Paraná, que andava meio descontente por conta de escolha de Diretor Geral de sua pasta, descontentamento que parece ter sido superado. A surpresa ficou por conta das referências elogiosas ao ausente senador Álvaro Dias, finalmente reconhecido como um dos grandes nomes nacionais do partido e com o direito de disputar a reeleição, garantido por Beto e Rossoni.
Neutralização
Estava na lembrança dos de melhor memória a pouca atenção que o Senador recebia das lideranças tucanas locais. A ponto de ter a hipótese de ele abandonar a sigla, aventada. Com essa mudança de rumo o tucanato paranaense tenta também neutralizar o irmão Osmar Dias, hoje em cargo de confiança do governo petista.
Futuro tranquilo
Como o Senado era a meta ambicionada por Valdir Rossoni que, após essas passagens moralizadoras que pratica em suas passagens pela presidência da Assembléia Legislativa, com evidente crescimento de seu prestígio popular, anuncia que não será mais candidato à reeleição, é de se imaginar que lhe sobram duas alternativas: a vice-governadoria, pouco provável pela necessidade de composição partidária ou uma tranqüila eleição de deputado federal.
Em choque
Uma esclarecedora entrevista concedida pelo prefeito curitibano Gustavo Fruet à Band-News, vencido o prazo de carência (100 dias) solicitado por ele, revela as dificuldades a serem vencidas. Que não serão poucas! O fato marcante é a intenção de não mais discutir passado, deixando isso para os Tribunais de Contas (estadual e federal) e Ministérios Públicos (idem). Bate boca é coisa do passado, a se dar o crédito que ele merece. Ao trabalho, conclama!
