Nova derrota
O governo da presidente Dilma, com todo o volume de apoios que conta no Congresso, pode sofrer nova derrota. Tramita na Câmara Federal projeto patrocinado pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, que torna impositivas as emendas dos parlamentares, incluídas no orçamento. Antes, as emendas eram autorizativas , isto é, dependiam da boa vontade do governo para serem liberadas, garantindo o toma lá, dá cá. A aprovação interessa à oposição mas também à situação, pois com ela os deputados não mais serão reféns, aumentando seus prestígios nas bases eleitorais, na medida em que terão garantidas as verbas destinadas aos municípios que representam. Atualmente, sendo autorizativas, as emendas criam uma cadeia de mentiras. O deputado garante ao prefeito, que por sua vez apresenta a verba aos vereadores e ao povo como favas contadas . A depender da boa vontade do governo tais valores não virão. Desmoraliza a todos. Quando saem, isso ocorre momentos antes da proibição de liberações, em vésperas de eleição, para comprar a fidelidade do parlamentar. Nada mais anti-democrático. Ou se aprova o projeto da impositividade ou elimine-se as emendas. Tais verbas também podem ser apontadas como o embrião do mensalão. Diferentes das obtidas por parlamentares que participaram do Centrão, à época da discussão da Constituição de 88, composta por altos valores doados por empresas interessadas em benesses a serem incluídas na Carta (nem tão) Magna: elas não chegavam ao governo. Eram rateadas ente os participantes (alguns do Paraná entre eles). Daí a colcha de retalhos que Ulisses Guimarães promulgou como Cidadã. Passados 25 anos há artigos que ainda não foram regulamentados.
Pendências constritoras
Quando a criação dos TRFs ficou na dependência do presidente do Senado, Renan Calheiros, para promulgá-la, a coluna verbalizou a possibilidade de isso não ocorrer. Como duas forças se antepõe a essa promulgação, o presidente do STF, por entender os custos que tais criações representarão para o Tesouro e a não aprovação pelo governo Dilma (gaúcha por opção que a presidente é). É bom lembrar que Renan ainda tem pendências em tramitação pelo STF.
Pressão externa
Desde o auto-lançamento da candidatura do deputado Fábio Camargo para disputar a nova vaga que se abre no Tribunal de Contas do Estado com a aposentadoria compulsória de Hermas Brandão, a até então imbatível candidatura do deputado Plauto Miró Guimarães passou a ser dúvida. Para muitos deputados antes comprometidos com o Secretário da Assembleia, um dilema. De qualquer modo Plauto não abre mão de sua indicação e espera continuar contando com os apoios do governador Beto Richa e do presidente da AL, Valdir Rossoni.
Jeitinho brasileiro
Para não fugir à regra de que o brasileiro deixa tudo para a última hora, dois exemplos. Encerra-se no 30 de abril o prazo para declarações do Imposto de Renda (que incide principalmente sobre salários) e mais da metade dos declarantes ainda não compareceu. Igualmente na vacinação gratuita, prorrogada até terça, é grande o número de beneficiados que ainda não foi vacinado.
Dois momentos
O ex-presidente Lula vive dois momentos distintos: assinou contrato com agência do New York Times, importantíssimo jornal americano para produção de coluna semanal; foi informado que a presidente da Costa Rica, Laura Chinchila suspendeu o contrato de US$ 524 milhões com a brasileira OAS, para construção de uma rodovia. O contrato está entre licitações que empresas brasileiras venceram no exterior, com apoio de Lula.
Em choque
O colunista se vale hoje de expressão que o mais famoso colunista social do Brasil, Ibrahim Sued usava: amanhã eu conto. Trata-se de experiência vivida por tradicional empresário do setor sucroalcooleiro, quando procurou apoio da BR Distribuidora (Petrobras). Agora o governo tenta recuperar a produção perdida de etanol.
