Óbvio, ululante!

Quando o mensalão começa a ser julgado é importante lembrar uma memória dos arquivos que a Globo  reexibiu agora;  ‘bons tempos’ do governo Lula, quando as verbas publicitárias de Petrobras, BB, Caixa, BNDES e outros que tais, cobriam  o caixa desamparado das organizações Roberto Marinho (e outras empresas de comunicação); a elas canalizados  pela esperteza do Franklin Martins (interessava a ele que hoje, como ocorre, seu nome não fosse lembrado). Nesse retrospecto sobre o mensalão, uma postura de Lula, meses depois da denúncia de Roberto Jefferson que virou escândalo e derrubou ministros, em pronunciamento à Nação, afirmou que o PT deve desculpas à Nação. O PT, não o governo dele impregnado de petistas supostamente envolvidos neste e até em escândalos de dólares guardados na cueca, é que devia explicações à Nação que o elegera. Não o seu governo.  O desabafo em dimensão nacional feito em cadeia de rádios e tevês, visava tirar seu corpo fora, como aliás sempre aconteceu. Sair agora em defesa de seus companheiros, dos quais vai precisar lá na frente, é pois uma atitude pragmática. Pragmatismo adquirido nas lutas sindicais, que por sinal fizeram a glória de seu governo. Curiosamente esses mesmos sindicatos que beneficiados por ele (Lula) continuaram a receber de seus filiados (e até de quem não fosse) a contribuição pela via do BB, agora se antepõe ao governo de Dilma. O que traz de volta um bordão: quer conhecer o vilão! Dê-lhe o bordão (força, comando).  Quando em meio ao atual governo, os sindicatos começam a lhe criar problemas, esses mesmos que foram tão bem tratados no período anterior, alguma coisa está errada: estariam eles empenhados em desgastar o PT de Dilma, hoje majoritariamente instalado no Poder!?

Londrina…

Londrina, a segunda maior cidade do Paraná, não merecia isso!. Ela que deu fantástica contribuição para o desenvolvimento da região norte, que no auge da cafeicultura foi o pulmão econômico do Paraná, vive nos últimos tempos momentos críticos políticos que, no auge do aventureirismo, atraído pelo dinheiro que girava farto, não ocorreu. Domingos Pelegrini, o narrador de sua saga – O tempo de seo Celso (Garcia Cid),  que o diga!

…no olho…

A fartura financeira era tão grande que uma empresa aérea criou  linha especial que nos finais de semana abastecia a sexualidade da cidade e da região: conhecida como a gaiola das putas, tais vôos traziam de São Paulo para Londrina o que havia de melhor no gênero.

…do furacão.

Na área política porém, a ex-Capital do Café, apresentou administradores extraordinários. Casos mais recentes, José Hosken de Novais e  Wilson Moreira, sinônimos de seriedade que ante os fatos agora vividos, estarão se revirando nos túmulos, expressão adequada para o inconformismo.

Problema de nascença

Pode-se então dizer que sucedendo ao aventureirismo econômico de seus primórdios,  vive hoje Londrina um ciclo de aventureirismo político.

Ritmo inicial

A Câmara Municipal de Curitiba retomou os trabalhos na terça-feira, em ritmo de campanha. A oposição já anuncia uma notícia-crime contra o atual prefeito curitibano, Luciano Ducci, candidato à reeleição por supostos indícios  de omissão de patrimônio na declaração de bens feita à Justiça Eleitoral, apresentada ontem ao Ministério Público.

Patrimônio discutido

Tudo em função do patrimônio declarado por Ducci em 2008, maior que o de agora e de matéria veiculada na revista Veja, apontando o patrimônio de Ducci e esposa, que incorpora os bens herdados por ela e filhos, da família Dal Pra, à qual Marry pertence. Uma poderosa família de pioneiros em  áreas rurais  de Paranavaí e adjacências, estendendo-se no tempo a Mato Grosso do Sul.

Em choque

Essa ação inicial é a amostra do nível em que a campanha será disputada em Curitiba. Mais do que nunca os gênios do mal que sempre marcam presença nas campanhas, estarão atuando.