Palavras ao vento

Uma frase da presidente Dilma Rousseff, quando das suspeitas levantadas em relação às supostas más aplicações de dinheiro de convênios do Ministério de Esporte, está sendo usada agora contra uma decisão sua. Ao descartar de início uma punição ao ministro Orlando Silva, afirmou que este governo respeita a presunção de inocência, isso é, não condena sem provas. A se julgar pelo desfecho deve ter entendido que as provas contra as ações do ministério eram concludentes, embora a transição de comando para Aldo Rebelo tenha se transformado numa cerimônia de desagravo a seu antecessor. Agora, quando a maioria de milhares de ONGs existentes no país, prestando serviços que caberiam ao governo, boa parte delas justificando o título de Organizações Não Governamentais, isto é, sem receber apoio financeiro do governo, são niveladas por baixo, comparadas a entidades sociais montadas por picaretas para abastecer seus caixas nos governos, através convênios espúrios devia-se considerar que em princípio todos são inocentes afirmam dirigentes de entidades conceituadas. A tal presunção de inocência concedida inicialmente a Orlando Silva não foi estendida às ONGs. De tal maneira que hoje, ONG virou palavrão. Sinônimo de malandragem, quando na verdade inúmeras surgiram para atender o que os governos que arrecadam quase 45% em impostos do que se produz e ganham os brasileiros, não conseguem suprir. Os empresários sérios, apesar de conviverem com a participação forçada  de um sócio improdutivo, que  participa dos resultados da produção e se sobrar alguma coisa, dos lucros. Se houver prejuízo não conte com ele. O trabalhador, com um sócio que só cobra parte do seu trabalho. Se perder o emprego, ele (governo) entra com um minúsculo auxílio desemprego. Desproporcional ao que ganhou.

 

Desacreditados…  

Em contrapartida um dos grandes responsáveis pela impunidade que ocorre no país, o Judiciário, mesmo acossado por questionamentos da CNJ, até com frase que provocou revolta como a proferida pela Corregedora do Conselho, que há bandidos por trás das togas, agora aparece com vantagens que o trabalhador comum não usufrui (coluna Celso Nascimento –Gazeta do Povo). No caso os do Paraná.

 

…por bobagens

A denúncia do responsável jornalista, num momento em que se anuncia mais uma visita do CNJ para verificar se as indicações do órgão fiscalizador da Justiça foram cumpridas, põe por terra os argumentos da campanha promovida pela AMAPAR para recuperar a auto-estima dos juízes. Para desembargadores que recebem R$ 26 mil reais mensais, esmolas  sob a forma de auxílios frutas, alimentação, livro só servem para desmoralizar.

 

Demissões comprometedoras

Embora tenha sido aventada a hipótese de, no pacote-demissão que  o novo ministro do Esporte vai promover, preservar o paranaense Ricardo Gomyde na assessoria da pasta, por terem sido companheiros, ele e Aldo,  além de militantes no PCdoB,  em mandatos de deputado,  coloca em dúvida a seriedade dos demitidos. O que não justifica o oba-oba em torno de Orlando Silva a quem assessoravam.

 

Sem ameaças (Ou baixa ou …)

O secretário José (Pepe) Richa (Infraestrutura e Logística) anda ativo. Além de ter conseguido  que a Ecocataratas antecipasse o compromisso de duplicar um trecho de 14 quilômetros da BR-277 (depois de Cascavel no sentido Foz), trabalha agora para conseguir o mesmo da Econorte, que atende a região de Londrina.

 

Em choque

Uma voz forte se levanta no cenário internacional. O respeitado economista e comentarista de jornais, rádios e TVs, Paul Krugmann contesta a forma como a recuperação da economia está sendo tentada nos países da Europa e nos EUA. Com milhões de perdas de pontos de trabalho, em benefício da recuperação dos bancos. Lá como em toda a parte, sempre o trabalhador pagando o pato.