Palavras desrespeitosas

A imprensa, especialmente a escrita, muitas vezes menosprezada pelos políticos, especialmente pelos dirigentes que são atingidos pelos seus registros e avaliações  que não lhes sejam favoráveis, cumpre um papel importante: o registro para a  História! É  ela que fixa no papel, os momentos vividos nos diferentes momentos do país e os conserva. Papel que os modernos meios de comunicação, em especial a televisão, só começou a fazer depois do surgimento do vídeo-tape. Essa constatação vem à mente quando um  episódio como a comemoração dos 25 anos de promulgação da Constituição-Cidadã, por Ulisses Guimarães é descrito. Entre os homenageados, o ex-presidente Lula. Até aí nada de anormal, até por que a ele foi conferida a medalha Suprema Distinção. Aí entra a História! Ao discursar afirmando que não tem nada mais nobre do que o exercício de um mandato parlamentar, não houve como não se lembrar das palavras do mesmo Lula, então ex-deputado federal, em 1993, quando nas andanças de sua primeira campanha presidencial respondeu à indagação sobre o que achava do Congresso Nacional: Há uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país mas, há uma maioria de uns 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses. Entre os homenageantes do dia 29, no Senado, o senador Sarney recebeu de Lula um elogio pelo espírito democrático demonstrado como presidente da República. Opositor de seu governo Lula a ele se referira nos anos 80: Adhemar de Barros e Maluf (ex-governadores de São Paulo) poderiam ser ladrões mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República. Paulo Maluf por sinal estava presente à homenagem que foi a Lula prestada na Câmara. Depois dessas demonstrações de ‘respeito às próprias palavras um dia proferidas’, Lula encerrou suas participações em Brasília, como de hábito, tecendo críticas à imprensa que avacalha a política. Ledo engano: como se vê, não é a imprensa que a avacalha. Ela apenas registra os fatos.

Protocolo e distância

Há uma expressão muito comum entre os colunistas sociais: na convidem Fulano e Beltrano para a mesma mesa. Os cerimoniais de eventos políticos, nem sempre conseguem obedecer a essa recomendação. Prova disso foi a foto da cerimônia em que a presidente Dilma esteve em Curitiba para anunciar, pela segunda vez e agora com um pouco mais de recursos (R$1 bilhão a dois anos e R$ 1,8 bilhão agora) o metrô curitibano. Lado a lado, Beto Richa e Gleisi Hoffmann. Trocaram cumprimentos protocolares. Nem uma palavra a mais.

Expressões…

Pelo me os em público, entre o governador e a presidente, expressões elogiosas em seus pronunciamentos. Estamos dando um grande exemplo de boas relações, cidadania e relações republicanas. É o que a população espera de cada um de nós, discursou Beto.

…republicanas

Ao que Dilma respondeu: Melhorar o transporte urbano é algo que é de interesse de toda a população. E  essa só pode ser uma ação em que os esforços sejam unificados. De fato governos federal, estadual e prefeitura curitibana  participarão. Inclusive a iniciativa privada.

Situação instável

Há um esforço da direção nacional do PMDB para ver unidos PT e PMDB nas campanhas eleitorais nos estados, reproduzindo o que já se dá como certo em Brasília: a dobradinha Dilma/Michel Temer. O vice-presidente por sinal, tem mantido contato direto com os vários casos em que há a possibilidade de divisão. Um dos casos emblemáticos é o do Paraná, em que o diretório local resiste em apoiar a candidatura própria para seguir com o PSDB, situação inaceitável nacionalmente.

Em choque

A repercussão da verdadeira agressão que o prefeito Haddad e a Câmara Municipal de São Paulo consumaram em relação ao criminoso IPTU que será implantado em 2014, poderá gerar outras tentativas iguais, prefeituras do Brasil afora. Aumentando a reação cada vez maior observada nas agora agressivas manifestações populares, onde a revolta e o ódio estão substituindo as reivindicações.