Penas pecuniárias
Entre os problemas com que se defrontam os condenados do mensalão, além das penas prisionais impostas a alguns, mesmo que em regime semi-aberto, multas que vão de R$ 28,6 mil reais a R$ 2,7 milhões, ainda têm que ser pagas. Uns, como os paranaenses Emerson Palmeiri e José Borba, condenados a prestar serviços comunitários, não escapam da punição pecuniária. Nem todos os casos tiveram as datas de pagamento definidas mas, o ex-deputado José Genoino, ex-presidente do PT, condenado a 6 anos e 11 meses de prisão, que cumpre por noventa dias prisão domiciliar por motivo de saúde, tem agora oito dias para pagar sua multa de R$ 468 mil, determinada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. No total as multas acumularão alguns milhões de reais, atingindo principalmente os envolvidos em operações bancárias. Enquanto isso, o petista João Paulo Cunha que à época do mensalão presidia a Câmara dos Deputados, acatou a decisão do STF e irá cumprir pena de 6 anos e 4 meses por crimes de corrupção e peculato (desvio de dinheiro público). Cunha foi condenado ainda por lavagem de dinheiro, crime para o qual aguarda definição, já que obteve 4 votos pela sua absolvição. Dos 4 deputados federais condenados pelo mensalão, apenas ele ainda permanece no cargo. Os demais, Valdemar Costa Neto, José Genoino e Pedro Henry, renunciaram aos mandatos no ano passado. Resta saber como a Câmara irá se comportar, de vez que João Paulo afirma que não renunciará. Verá o Brasil repetir-se o caso Donadon!
Coerência
Entre os partidos políticos brasileiros, alguns merecem respeito pela coerência. Caso do PSTU. Com todo o seu radicalismo, permanece fiel aos seus princípios, coisa rara na absoluta maioria deles. Uma das posições de que não abre mão é a candidatura própria. Tanto no plano nacional, como nos estaduais. Aqui no Paraná, um jovem de Sarandi já está sendo lançado: Rodrigo Tomazini.
Assunto …
Assunto colocado em banho Maria, a possibilidade de feriados nos dias de jogos em Curitiba durante a Copa do Mundo, preocupa, principalmente o empresariado. O dia 23 de junho, dia em que a capital sediará o jogo Espanha x Austrália, é feriado nacional por haver jogo da seleção nacional marcado para essa data. Resta saber como nossos vereadores lidarão com o problema, na medida em que o primeiro semestre deste ano já será marcado por pelo menos quatro feriados prolongados, com prejuízos para a produção nacional que já não está em seu melhor momento.
…indefinido
Além disso, em junho, por determinação da Lei Geral da Copa – ah, país de espinha mole, submisso à FIFA – os outros dias em que a seleção brasileira joga, 12, 17, 23 de junho, haverá feriados nacionais. Se os demais dias em que jogos ocorrerão em Curitiba, 16, 20 e 26, a Câmara determinar feriados municipais, o mês de junho estará perdido para a área empresarial. Quiça parte de julho se o Brasil classificar-se para outras etapas.
Reclamando de que?
Um argumento em favor da FIFA deve ser levantado, neste momento em que se faz tanta crítica à sua postura ditatorial, inclusive criticando o atraso das obras da Copa no país (coisa que o atual governo, arrogantemente, não admite). Não foi ela que impôs a realização do evento no Brasil. Foi o governo do país, no caso, do presidente Lula, que se empenhou para sediá-la. Não cabe culpa à entidade internacional do futebol, se o Brasil, fiel ao seu estilo, depois de comemorar amplamente a vitória, retardou por anos o início das obras. Como sempre, sem planejamento, o que vai custar caro às finanças brasileiras.
Em choque
A proibição de contribuição financeira de empresas nas campanhas políticas em discussão no STF, vem sendo apontada como prejudicial à democracia brasileira, supostamente dificultando a alternância no poder. Isso pela prevalência da força governamental em relação às suas oposições. Contribuições em maior volume, vêm agora de empresas que têm negócios com os governos. Meio caminho para a corrupção desenfreada de hoje. A médio e longo prazos, uma medida saneadora.
