Projeto oportuno

A discussão sobre a redução da responsabilidade penal dos 18 para 16 anos, acaba de ganhar um forte aliado, com uma proposta que não nivela os jovens que investem pelo caminho da criminalidade, aos criminosos de maior idade: o governador Geraldo Alckmin foi pessoalmente a Brasília defender sua ideia. Pela lei atual, autores de delito com menos de 18 anos cumprem medidas socioeducativas por um prazo máximo de três anos. O projeto defendido pelo governador paulista, que se soma a outros que descansam nas gavetas do Congresso, menores envolvidos em crimes de homicídio, roubo seguido de morte, seqüestro e estupro, cumpririam penas que chegariam a oito anos. Ao chegar aos 18 anos, esse  infrator será transferido para o Regime Especial de Atendimento, com acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais. O momento é oportuno para a aprovação de um projeto dessa natureza,  pela comoção  que tomou conta do país por conta do assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, por um menor que dois dias depois completaria 18 anos. Uma morte estúpida motivada pelo roubo de um celular. Como menor, o assassino cumprirá durante 3 anos as medidas socioeducativas, num desses educandários que sabidamente não recuperam tais jovens pelos sistemas atuais. Para Alckmin, esse é um clamor da sociedade. Precisamos dar uma resposta; estamos vendo crimes cada vez mais graves. Com apenas 3 anos, não se estabelece limites e a impunidade estimula atividade delituosa. O assunto é grave, na medida em que, como é sabido, quadrilhas aliciam menores de 18 anos para assumirem responsabilidade por delitos, quando o grupo é apanhado. O projeto não resolve totalmente a questão que tem outras bases, mas certamente trará algum desestímulo.

Cabeça vazia

Uma opinião de  leitor vale ser levada em consideração. Com as proibições impostas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em relação ao trabalho de menores, vícios como os entorpecentes e, a criminalidade, adquiriram mais força. Muitos dos empresários e bem sucedidos brasileiros de hoje, deram duro trabalhando, ao mesmo tempo em que estudavam. Caminharam desde cedo pelo caminho do sucesso. Cabeça vazia é oficina do diabo, ensina a sabedoria popular.

Novas…

As informações constantes de artigo produzido pelo sempre bem informado jornalista Elio Gaspari, sobre o que ocorre na construção de estradas de ferro no Brasil, escandaliza quem já ficou irritado com os recursos comprovadamente desviados pelos mensaleiros ou as perdas da Petrobrás, descritas aqui em recente artigo. São café pequeno perto destas perdas bilionárias.

…perdas

Um só dado não pode deixar de ser citado, embora o colunista se furte (boa palavra quando se trata de obras públicas) a repetir todos os detalhes levantados por Gaspari. Embora como ele diz, o Padre Eterno não tenha permitido que o trem bala saia do papel. Custaria R$ 19 bilhões, sem dinheiro da ‘viúva’; estima-se que venha a custar R$ 50 bi, com a boa senhora bancando a iniciativa.

Estatal

O trem-bala não saiu do papel mas já criou uma estatal. Com 151 funcionários na folha de pagamento. Uma única coisa produziu até agora: leilões fracassados que consumiram R$ 63,5 milhões. Uma ninharia para um país rico como o nosso, dirão os tecnocratas! 

Em choque

A discussão entre o governo do Paraná e petistas daqui que insistem em ver como choradeira quando o governador reclama do mau tratamento que o Estado recebe de Brasília, continua. Um artigo da deputada Luciana Rafagnin na Gazeta do Povo tenta provar que o Paraná é muito bem aquinhoado. Em números prova que recebe mais que gaúchos e catarinenses. Um senão: quando compara o R$ 1,4 bilhão recebido pela UFPR (única do Paraná e mais antiga do Brasil –agora temos a UTFPR (ex-Cefet) que outros também receberam ) e os recursos das 6 (isto mesmo 6) universidades federais gaúchas que somam ‘só R$ 2,8 bilhões’. O Paraná banca 6 universidades estaduais. Há comparação possível!