Projetos demais
Uma frase de Jânio Quadros, quarto com muitas babás, o bebê chora e ninguém atende, reflete a situação hoje vivida pelo PMDB do Paraná. Há projetos demais para o partido em relação à eleição ao governo neste 2014. Pode ir com o PSDB de Beto, para onde tendem os deputados estaduais. Condicionando porém esse apoio à formação do chapão nas eleições proporcionais, em que todos os partidos da base estariam representados, tese do presidente deputado federal Osmar Serraglio, garantindo sua própria reeleição. Outra hipótese é o apoio à candidatura de Gleisi Hoffmann, do PT, que certamente consolidaria a vice do presidente de honra do partido, Michel Temer, na chapa de Dilma Rousseff à reeleição. Duas candidaturas próprias também são defendidas por Roberto Requião e Orlando Pessuti, cada um com a sua. Enquanto as definições não vêm, cada facção puxa a sardinha para o seu fogo. Requião corre o Estado em procura de apoios, baseado num slogan cunhado pelo saudoso Jamil Snege: estou bem no Senado mas, se os companheiros quiserem retomar o governo do Paraná ‘me chamem que eu vou’, afirma, auto-inflando seu ego que correligionários afirmam já não ser o mesmo. Com tantas opções o perigo que tem, segundo Serraglio, é o partido ir rachado para as eleições! A depender de outros companheiros, incluindo um que hoje tem vida própria, como o PSC de Ratinho Jr., o chapão não interessa. Ao optar por não participar do chapão reivindicado pelo PMDB, que sonha pegar carona também no seu e no prestígio do famoso pai, e tentar um retorno à Assembleia com votação espantosa, capaz de formar uma bancada expressiva que lhe garanta o controle daquela Casa de Leis, Ratinho Jr. está fugindo ao script que os peemedebistas querem impor.
Mais prejuízos
Às muitas preocupações que a longa seca vivida no sul e sudeste cria, em termos de desconforto pessoal, soma-se agora outra, de resultados imprevisíveis. Se não começar a chover com regularidade, a safra paranaense de soja e milho pode sofrer perdas consideráveis. Depois de recordes em produtividade, tais culturas estão no limite. Como afirmou manchete de jornal soja e milho estão pedindo água.
Em recuperação
O Tribunal de Justiça do Paraná precisa correr atrás do prejuízo na atual administração. Com a enganosa informação fornecida pelo desembargador Clayton Camargo ao Conselho Nacional de Justiça, garantindo altíssima resolução de casos de corrupção em trâmite, informação logo desmentida pelos levantamentos efetuados pelo CNJ, constatando apenas 45% dos casos julgados, o Tribunal paranaense caiu do 1º para o 21º lugar no ranking de eficiência nesse item. Entre os 27 TJs brasileiros.
Mania …
A mania de grandeza, um dos grandes vícios de que são tomados os mandatários brasileiros em qualquer nível de poder, herança dos tempos em que a monarquia instalou-se no país, parece estar presente no Tribunal de Contas do Paraná. Ironicamente um órgão que tem como uma de suas finalidades, fiscalizar a boa aplicação do dinheiro público. São rigorosíssimos nessa função, inclusive punindo pequenos municípios que não têm estrutura para cumprir os rigores da lei.
… de grandeza
Agora, seus dirigentes querem, por que querem, modificar e ampliar o edifício anexo. Nem os próprios funcionários entendem a necessidade de tal obra se a estrutura funcional atual já é suficiente. Uma ampliação de 12.500 metros, ao custo provável de R$ 40 milhões fixados no edital. Obra, no Brasil, sabe-se quanto custa no edital e se costuma ser surpreendido com o custo final. A Arena atleticana está aí para provar!
Em choque
O aumento da taxa Selic promovido pelo Banco Central em janeiro, já se faz presente no comércio, cujos juros sofreram acréscimo de 2,35%, de dezembro para fevereiro. Aumentando as preocupações desse importante setor de serviços, quanto às dificuldades que se apresentam em 2014.
