Puxão de orelhas
Antigo assessor do senador Roberto Requião, conhecido do colunista, questiona o fato de não demonstrar esta coluna, benevolência em relação à sua atuação no Senado. Pessoalmente ponderei que, com os extraordinários dotes oratórios de que dispõe, com sua inteligência fora do comum, o senador e três vezes governador, se tivesse idéias positivas e fosse menos ácido em relação a todos, e a tudo que não é produzido por ele, poderia ter uma atuação muito mais marcante em relação ao Paraná. Roberto só é condescendente com Requião, isto é, consigo mesmo. Grosseiro e irreverente com terceiros, esse é um estilo que o colunista não abona. Jamais ouvi de sua boca uma palavra de elogio a ações que outros tenham realizado. E olhe que conheci muita gente e muitas obras, passíveis de elogios, como igualmente outras, suscetíveis a críticas. Eis aí uma confissão pública que a idade avançada do colunista e o espírito democrático deste veículo, permitem que faça. Ainda agora, quando em pronunciamento na Assembleia, um deputado democrata chama a atenção para as enormes perdas que o Paraná tem sofrido através os tempos –ICMS da energia (bilhões); não compensação da Lei Kandir às extraordinárias exportações do Estado (outros bilhões); custo das 7 universidades estaduais que seriam de responsabilidade do governo federal (bilhão anual), em Brasília, para liberar um empréstimo de US$ 60 milhões de dólares, Requião e Gleisi, expuseram ao Senado e à Nação, as dificuldades momentâneas do Paraná. Especialmente Gleisi, que participou de um governo que não tem merecido elogios por sua atuação econômica; bem ao revés. Sem lembrarem ambos, ao governo federal que tanto deve ao Paraná, e que através a Secretaria do Tesouro Nacional, cria problemas a empréstimos irrisórios se comparados à imensa contribuição que o Paraná deu ao país nos últimos 50 anos. Pena que tanto talento do senador seja desperdiçado dessa maneira.
Opostos
Leitor da coluna encaminha e.mail lamentando a postura do Paraná, de joelhos diante da arrogância dos representantes da FIFA. Sem nenhum compromisso dessa entidade, senão com as exigências absurdas que o país, como um todo, se viu obrigado a cumprir, à custa de muitos bilhões que fazem falta nas escolas, nos hospitais, às cadeias em que seres humanos são transformados em animais; na outra ponta, bilhões que fizeram a alegria de uns poucos, realmente dando margem a indignações. Não por acaso houve festa quando a Copa foi anunciada para o Brasil.
Black blocs
A expressão usada pelo deputado Elio Rusch em seu pronunciamento sobre as perdas do Paraná, sinalizando existirem black blocs enrustidos na política nacional, sem mostrar a cara ao frustrar importantes decisões como as liberações de recursos que tanta falta fazem ao Estado, deu o que falar. Não poucos vestiram a carapuça. Elio fez justiça: só Requião que retardou com sua denúncia a liberação do ProInveste, teve a coragem de mostrar a cara.
Arrecadação bem vinda
A sugestão que o ministro Gilmar Mendes fez a Delúbio Soares, poderia ser estendida aos que tem enorme facilidade de levantar imensos recursos para pagar multas de mensaleiros; o Hospital Evangélico, com 90% de leitos destinados ao SUS, extraordinários serviços prestados a Curitiba e ao Paraná, vive momentos difíceis, com R$ 15 milhões de dívidas trabalhistas, entre outras. Mesmo tendo acertado no Tribunal Regional do Trabalho, parcelamento, se as dívidas fossem quitadas voltaria a funcionar plenamente. Quem se habilita a encabeçar essa lista de contribuições!
Homenagem de atleticano
Impossível deixar de registrar o feito: o jogador Alex, exemplo de profissional numa atividade, o futebol, em que craques bem remunerados acabam se perdendo em vícios, acaba de completar a marca de mil jogos em sua carreira. Profissional respeitado que em sua longa passagem pela Arábia, jogando em importante time regional, foi homenageado com estátua em frente ao estádio local, é exemplo a ser citado e seguido.
