Que venha 2014

A depender do estilo diplomático do deputado Osmar Serraglio, o PMDB continua unido.

Aposição dele é  que apoiar o governo Beto é construir a governabilidade (eta palavrinha adesista!) Não significa que o PMDB não possa em 2014 ter candidatura própria , eventualmente o próprio Requião, afirma. Já calejado para acreditar em canto de sereia, o senador destila irritação pelo Twitter. Enquanto isso, Romanelli e Pessuti não se acertam na divisão do butim. Era previsto. Com a  vitória, o grupo encabeçado pelos deputados estaduais, já governistas, pleitearia mais espaço no governo Beto. Igualmente  Pessuti que a eles se aliara para derrotar Requião, acha-se no direito de fazer indicações. Ou preferirá que o PMDB do Paraná fique com o pé em duas canoas: a de Beto e a do governo federal o que implicaria acender velas a Gleisi Hoffmann! O apetite do PMDB por cargos, já demonstrava o ex-arenista, hoje figura exponencial do PMDB, José Sarney, é insaciável. De modo que qualquer das hipóteses, desde que represente vantagens, é válida. O certo é que a permanecer o quadro atual, e  não se imagina Requião saindo do partido para disputar o governo por outra legenda, internamente o partido será um saco de gatos. Tão dividido como nunca esteve. Para tristeza de  seu atual presidente, deputado Valdir Pugliesi, que já previra o desenrolar dos acontecimentos e que pode sim, ter sido o único voto em branco da convenção. Como hipótese, pode-se imaginar Requião compondo-se por exemplo com Ratinho Jr. (ele confirmou o nome de guerra) e formar no PSC uma dobradinha fortíssima para 2014. O mesmo prevalecendo para as divulgadas possibilidades de Álvaro Dias, transferindo-se para o PV, como especulado, e  colocando seu nome na disputa. Mais Beto e Gleisi já assumidos, ficaria o ambiente que o diabo gosta!

Divisão complicada

O PMDB, depois do resultado dessa convenção adesista, para o federal (Gleisi) ou estadual (Beto), o que já se faz pela demonstração dada na Boca Maldita curitibana (precursora das outras que se instalaram em outros municípios – a de Cascavel, justificando o nome da cidade é das mais famosas), quase levou a tapas o deputado Romanelli e o ex-governador Pessuti.  Divisão do butim?.

Disputa

Enganam-se os que entendem  terem levado Requião ao corner. Aquele cantinho do ringue que nas disputas de box,  colocam o adversário sob uma saraivada de socos. No caso presente eram dois contra um. Acontece que na hora de levantar a mão do vencedor, os dois adversários não se entendem.  Prova de que o PMDB que já foi do Richa (primeira fase), do Álvaro, do Scalco, do Requião, que mandou no Paraná nos anos 80 e 90 (só perdeu para o Lerner que não era político), agora tem o seu comando em disputa.

Pergunta e resposta

A pergunta que não cala: para que lado vai o PMDB, aqui e lá (Brasília)? Para onde estiver o poder! Com resistência de Requião que se não tiver espaço na imprensa, vai descarregar seu  tradicional mau humor twittando. Para sorte dele as mídias eletrônicas não fazem descriminação política.

Sem compromissos

Diferente de seu pai (Maurício)  que teve a necessidade de submeter-se ao poder para ser prefeito de Curitiba (eleição indireta), o PMDB, fruto do casamento entre o MDB tradicional (Ulisses Guimarães) e o PP recém formado por Tancredo Neves, Gustavo Fruet parece ter resistido às pressões políticas. Da equipe  parcial, a maioria é técnica. Nem se questione o fato de parentes próximos (esposa e irmã) estarem no secretariado. Nepotismo é uma coisa! Competência é outra!

Em choque

Com minoria na Câmara de Curitiba, Gustavo Fruet vai precisar construir uma maioria para chegar a uma palavrinha chamada governabilidade. Como município é a menor célula do país, nem vai precisar do mensalão. Basta acenar com reeleição aos senhores vereadores, respeitando o espaço de  cada um. Simples assim!