Quem diria!

O que ninguém imaginava está acontecendo: países como a Colômbia, na América do Sul, estão se transformando no melhor ambiente de negócios na avaliação do Banco Mundial, enquanto o Brasil compromete seu futuro em políticas que mais se aproximam do bolivarianismo admirado e praticado por outros como Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina. Com resultados preocupantes. Matéria da Folha de São Paulo, ontem,  deve ter causado grande alvoroço em Brasília! Entrevista de Maurício Cárdenas, ministro da Fazenda da Colômbia dá o que pensar. Basta citar os números alcançados por aquele país em 2013 e comparar com os nossos: crescimento de 5,1%, contra os nossos previstos 2,3%; inflação de 1,8% lá, contra os 5,7 (oficiais) aqui; juros de 3,2% ao ano contra os nossos 10%. A Colômbia só perde para o Brasil no desemprego oficial: 7,8% lá e 4,6% aqui. O crescimento é baseado principalmente em medidas como o enfrentamento das reformas necessárias há 15 anos e na obediência das regras implantadas, sem oscilações que desacreditam a política econômica brasileira. Mesmo tendo a  guerrilha –FARC- implantada há 50 anos no país, agora em fase de entendimento com o governo, a Colômbia  apresenta resultados animadores. Um deles, diz respeito a uma empresa estatal, a Ecopetrol, responsável em boa parte pela credibilidade hoje alcançada pelo país. Nas palavras de Cárdenas, referindo-se à Petrobras somos muito parecidos em geral: as duas empresas estão na Bolsa, têm ações em Nova York, têm parcerias com outras petroleiras. No nosso caso, temos tratado com total transparência os subsídios. A política de preços não passa pelo governo. Daí os resultados: com 1/3 do tamanho da Petrobras em valor de mercado a Ecopetrol,  saltou de US$ 27 bilhões para 80 bi; a brasileira, que fez em 2010 a maior oferta de ações do planeta – US$ 70 bi – caiu de US$ 197 bilhões para US$ 97 bi. Não são números que assustam!

Exemplos

Há outras comparações possíveis entre o que acontece hoje na Colômbia e a realidade brasileira. Uma é também gritante: com investimentos em rodovias equivalentes, em torno de US$ 250 bilhões, aquele país hoje atrai empresas para parcerias, inclusive brasileiras. Com um custo maior em razão da topografia, contribuiu para atrair parceiros, a redução da burocracia. Exemplo que o Brasil só agora começa a aplicar, sem porém reduzir a carga do estado em cima da produção.

Assunto à parte

O assunto corrupção não cabia na entrevista mas é imaginável que também exista por lá, pois segundo os próprios dirigentes brasileiros e estrangeiros ´é endêmica’;  o nível atingido por aqui está  assustador! Já se admite por exemplo que, repetindo o que aconteceu nos Jogos  Panamericanos, no Rio, o orçamento da Copa do Mundo vai estourar. Em muito. Já se fala em subir do R$ 3 bilhões iniciais para valores imprevisíveis. Resta saber se algo der errado e os valores reais vierem a  público, qual será a reação!

Arrogância

Humildade, definitivamente não existe no dicionário das autoridades brasileiras. A crítica do presidente da FIFA, ao afirmar que o atraso do Brasil é o maior que já vi, evidentemente que nas obras, na medida em que, depois da submissão do país às exigências  da sua entidade não caberia a Blatter um comentário político, ao invés de ser recebido com humildade e reconhecimento da verdade, mereceu uma resposta que, a esta altura nem brasileiro acredita: a procura dos ingressos mostra que o país tem a confiança da comunidade internacional de que a competição será um êxito, a melhor de todas, diz a nota do ministério do Esporte.

Em choque

Do bem informado Elio Gaspari, ao afirmar que o custo de cada fio de cabelo, dos 10.118  implantados na cabeça de Renan Calheiros, foi de R$ 2,5 (sem os custos médicos). Baseado no ressarcimento à FAB de R$ 27,4 mil pelo uso indevido do jato. Renan, ao pentear o cabelo agora, a cada  soma de 260 cabelos novos caídos estará perdendo um salário mínimo, constata o irreverente jornalista.