Quem entende!
Um texto da colunista Miriam Leitão, deixa qualquer economista sem entender nada. Imagine-se o leigo. Diz ela, em certo trecho de sua coluna, depois de mostrar situação parecida vivida pelo BNDES: E com essas transferências o governo recebe dos bancos e estatais um volume expressivo de dividendos. Mais expressivos do que os lucros auferidos
por essas instituições. A Caixa pagou dividendos (ao governo) de R$ 7,7 bilhões, e teve lucro de R$ 6,1 bi no ano passado. E agora recebe novo aporte de R$ 8 bilhões do Tesouro, a quem tinha pago dividendos. Depois o governo se irrita quando é acusado de manipulação da realidade econômica! Durma-se com um barulho desses. O BNDES, que tem clientes preferenciais a quem empresta o nosso rico dinheirinho (quanto terá nas empresas do grupo X –Eike Batista – que estão vendo suas ações derreterem?) é outro caso a ser analisado. Nesta semana fez mudança no seu estatuto para transferir mais dividendos ao governo. Em contrapartida receberá R$ 15 bilhões do Tesouro. Por isso se diz que esse banco está utilizando dinheiro público para alavancar algumas empresas privadas, escolhidas a dedo, e que, por vezes, acabam dando com os burros n’água. Se por 20 centavos a mobilização nas ruas brasileiras alcançou expressão capaz de assustar o governo e todos os poderes da República, imagine-se o que ocorreria se esse povão soubesse da missa a metade do que ocorre nos porões do Poder. São coisas como essas que a equipe econômica vem praticando que tiram a credibilidade dos investidores, levando a Bovespa aos resultados negativos que tem apresentado. Entra todo mundo no tsuname que algumas empresas financiadas pelo banco estatal estão provocando.
Projeto oportunista
O oportunismo do senador Renan Calheiros, propondo no Senado o passe livre para todos os estudantes, não importa a condição social, está gerando preocupação aos municípios e aos movimentos sociais. Renan propõe que as passagens sejam classificadas como gastos em educação e o custo bancado pelos recursos dos royalties do petróleo que são destinados ao ensino público. Em tese, desvestindo um santo, para vestir outro
Confusão inesperada
Tudo caminhava com a normalidade de sempre, na escolha de novo Conselheiro do Tribunal de Contas. Pelo andar da carruagem, a quase totalidade dos deputados estaduais apoiando o nome de consenso, Plauto Miró Guimarães. Até que outro deputado Fábio Camargo, embasado no seu prestígio pessoal e no de seu pai, recém empossado presidente do Tribunal de Justiça resolveu entrar na disputa. O resultado é a maior confusão que essa escolha já apresentou.
Estado laico?
A pressão das lideranças evangélicas está surtindo efeito: depois de receber várias representações, inclusive o LGTB com Toni Reis à frente, o Palácio do Planalto anuncia para a próxima semana um contato da presidente Dilma com lideres evangélicos. Para analisar o momento nacional, segundo o ministro Gilberto Carvalho, responsável pela interlocução do governo com movimentos sociais.
Sem rumo
Seguindo uma velha prática do governo Lula, a tentativa de desviar o foco das manifestações populares para um imprevisível plebiscito, nada mais fez do que criar problema ainda maior. Nem o Congresso se entende em relação à possibilidade de realizar essa consulta popular a tempo de ser aplicada na eleição de 2014. Além do que, nem reconhecem os congressistas legitimidade à presidente Dilma para propor essa consulta popular.
Em choque
A Urbs, empresa curitibana criada para administrar o sistema de circulação na capital, incluindo-se aí o transporte coletivo e as concessões de táxis, acabou virando o saco de pancadas da atual administração. Além da CPI criada na Câmara para escarafunchar seus descaminhos, agora são o Ministério Público do Trabalho a fazer denúncias sobre as precárias fiscalizações e o Tribunal de Contas a anunciar auditagem na empresa.
