Questão de família
A rápida passagem do ex-ministro da conturbada pasta do Trabalho, Carlos Lupi, que na qualidade de presidente do PDT esteve em Curitiba na quarta-feira para discutir com lideranças locais o futuro do partido, deixou plantada uma dúvida: o futuro do hoje vice-presidente de agronegócios no Banco do Brasil, Osmar Dias. De certo a informação de que Osmar será candidato em 2014, em prevalecendo a disposição do partido, ao Senado. Desejo da presidente Dilma Rousseff e da ministra Gleisi Hoffmann, na versão de Lupi. Há um porém: todos conhecem um compromisso familiar dos irmãos Dias de não terçarem armas. Compromisso assumido com o falecido sêo Sílvio, pai de ambos.
Também já está colocado o desejo de Álvaro Dias, manifestado meses atrás e costurado com as lideranças do tucanato paranaense, especialmente o governador Beto Richa, candidato declarado à reeleição e o presidente do PSDB, Valdir Rossoni, que inclusive abriu mão a sua pretensão de disputar o cargo: concorrer novamente ao Senado. Pelo andar da carruagem, especialmente pela anunciada presença do PDT na campanha de Gleisi Hoffmann, a alternativa para que se cumpra o acerto entre os irmãos, será Osmar disputar a vice-governança. Ou até mesmo o governo, caso a candidatura de Gleisi não se viabilize em função de exigência de sua continuidade na Casa Civil da Presidência, muito embora sua posição política no Planalto tenha sofrido algum desgaste pela ascensão de Fernando Pimentel e Aloísio Mercadante no rol dos conselheiros da presidente. Carlos Lupi porém reafirma que a depender do desejo manifestado por Osmar, seu caminho será mesmo a disputa ao Senado. Disputei duas vezes o governo e não fui eleito; o povo me conduziu ao Senado. É lá que ele quer me ver, Osmar afirmou recentemente.
Casas populares
Os números divulgados pela Cohapar colocam a discussão sobre a construção de moradias populares no Paraná em seus devidos termos. Embora se saiba que a maior parte dos recursos vem do governo federal (36%) e do FGTS (45%) o estado participa com 15% e aos municípios beneficiados cabe a participação de 4%. A matéria sobre o assunto é um pouco confusa, na medida em que não esclarece se esses percentuais prevalecem no programa Minha Casa Minha Vida, propriedade do governo federal.
Ato inusitado
Um ato que chama a atenção pelo inusitado ocorreu em São Jorge do Oeste, pequeno município do sudoeste do Paraná. Alegando não conseguir conter a corrupção na administração municipal, o prefeito Lorimar Luiz Gaio (PV), renunciou. Volta à vida simples de agricultor, justificou. Se a moda pega vai haver muito vice-prefeito tomando posse.
Transparência negada
O Senado e a Câmara Federal têm todo tipo de pessoas e profissões. Agora até artista de circo. Gente honesta e gente, nem tanto! Só não tem bobo. Daí a rejeição ao projeto que previa a divulgação dos doadores de campanha política, por quatro vezes, antes das eleições. Projeto proposto pelo senador do PDT-MT, Pedro Taques, com o visível objetivo de intimidar doadores às campanhas oposicionistas. Nem os governistas, que não querem reconhecidos seus vínculos (e dívidas morais) com empresas, aceitaram aprovar o projeto.
Modelo copiado
A passagem do governador Beto Richa pela ONU foi marcada por entrevista concedida à Rádio ONU, em Nova Iorque. Com direito a foto de primeira página em jornal da capital paranaense. Anunciou parceria entre a ONU, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o governo do estado, para disponibilizar o modelo de gestão prisional adotado no Paraná ao resto do mundo.
Em choque
Especialista em inflar o ego dos militantes do partido, o ex-presidente Lula gravou vídeo para estimular a participação dos companheiros e companheiras nas eleições internas do PT , a serem realizadas no próximo domingo. Você sabe que o nosso partido não tem medo de cara feia, porque ele tem você, convocou.
