Radicalização anunciada
Em cima da hesitação da presidente Dilma em continuar com a faina moralizadora, duas frases de tucanos de forte plumagem e bico longo, identificam o que vem por aí. Convencidos de que erraram quando adotaram contra o governo Lula, em relação ao mensalão a tática de tentar ir sangrando-o até o fim, não se deram conta de que a habilidade de Lula fazia com que nada pegasse nele. Condescendente com os partidos da base que cometeram as heresias detonadas agora, Lula a cada episódio comprometedor, respondia com um programa de impacto, desviando para esse a atenção popular. Diferentemente do que acontece com o atual governo, apanhado de surpresa já em seus primeiros movimentos. A postura da presidente, reagindo às denúncias da imprensa, colocando um pequeno batalhão de servidores a correr, criou a impressão de que resistiria às pressões das velhas raposas do rabo felpudo, como as classificava o governador Requião que, por sinal, hoje convive com elas no Senado. A ilusão que inclusive chegou a agitar setores do PMDB (oposicionista) e dos próprios PSDB, PPS, DEM, a levantarem suas vozes em defesa da postura presidencial, durou pouco. Daí a frase de Aécio Neves: O governo não dá demonstração clara de que realmente quer fazer essa depuração. É o contrário: diz para a opinião pública que está fazendo a faxina e, para os aliados, fala assim: Fica tranqüilo que a coisa acabou; não vai ter mais problema nenhum. O próprio FHC que saíra em defesa de Dilma, está sendo convencido da necessidade de radicalizar. Assim como propôs Álvaro Dias ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra: Deixei claro que o momento exige uma postura clara: ou oito ou oitenta. Ele concorda que será oitenta.
Dúvida
A depender do deputado Nereu Moura, líder interino do PMDB na Assembleia, o partido disputará as eleições de 2012, nas cidades que terão segundo turno, com candidato próprio. A dúvida, em função da adesão maciça ao governo de Beto Richa é se farão oposição em Curitiba ao candidato apoiado pelo governador: o atual prefeito Luciano Ducci.
Eleição contestada
A eleição de Roberto Requião para a presidência do PMDB em Curitiba, que garantiria a candidatura já lançada por ele de Rafael Greca, está sendo questionada no TRE por um seu antigo colaborador: Milton Buabsi. Como se trata de um peemedebista histórico e sério, seu recurso deve estar bem fundamentado em vícios de origem na convenção municipal.
Deu o previsto!
A tese do PSDB exposta no comentário inicial, deixar o governo Lula sangrar, parece repetir-se na Câmara Municipal de Curitiba. A cada dia um fato novo, sangrando o capital político que Derosso acumulara. A esperada convocação de sua esposa, a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, proprietária da empresa Oficina da Notícia, pivô de toda a novela curitibana, não deu em nada! Alegando problemas de saúde, não compareceu.
Cheiro de pizza
A disputa por maior participação da oposição na CPI aprovada por 35 vereadores como estratégia para não dar força à oposição, parece não produzir resultados. Algaci Túlio que propôs a CPI está de fora. O PSDB, ficará com três representantes. DEM, PDT, PSB, PT, PPS e PV uma cadeira cada. Dos nove, seis da situação, o que fortalece a opinião de que há cheiro de pizza no ar.
Retaliação?
Um outro tema agita a Câmara, partindo do próprio Derosso. Questiona os gastos de viagens da vereadora Renata Bueno. Segundo ele, ela foi quem mais gastou com viagens em 2010 e 2011. Um detalhe, além da retaliação alegada pela vereadora por ser ela ao lado da professora Josete as que mais pressionam o presidente da Câmara. As viagens e diárias foram autorizadas por ele.
Em choque
Trocando em miúdo: apesar das idas e vindas e do assunto na opinião pública estar caminhando para o perigoso caminho da galhofa – Stanislaw Ponte Preta, a CPI ainda não tem data para ser instalada..
