Reação esboçada
Quando a coluna refere-se a custos cada vez maiores, repassados pelo governo federal a municípios e estados, defendendo como todos os 5.570 municípios e 26 estados mais o Distrito Federal, defendem, uma reforma tributária que comece a formatar a Federação como ela deve ser, privilegiando de baixo para cima – já que é na base que o povo vive e as receitas são geradas – chove no molhado! Sabemos todos que dificilmente o governo aceitará rever a situação. Isto por que ela lhe é muito favorável. Arrecadando a cada dia mais, aumentando seu quadro de pessoal de forma desordenada, atendendo a seus interesses político-eleitorais (já são 39 ministérios), legislando para criar projetos que os municípios e estados são obrigados a bancar, dominando os meios de comunicação com as verbas de suas estatais, o Poder central não vê razão para mudança. Nem admite contestações dos parlamentares que compõem sua enorme base no Congresso, sustentados pelas migalhas que caem da mesa farta do poder. Nem sequer as emendas apresentadas por esses são respeitadas. Ainda agora, a celeuma criada com o possível corte de R$ 239,4 milhões, para só ficar nas emendas apresentadas pela bancada do Paraná, cria a falsa impressão de que isso ocorre pela primeira vez; esquecidos todos de que, em 2012, para também só ficar num exemplo, dos R$ 412,2 milhões propostos pela bancada paranaense, apenas R$ 67,5 milhões (16,4% do total) foram empenhados. É um jogo de faz-de-conta. Os deputados passam a impressão que têm seus pedidos respeitados e o governo finge que os atende. O contingenciamento deste ano é mais uma das farsas que se vive neste país em que o Congresso também faz de conta que legisla: na realidade, desde a implantação das MPs, simplesmente diz amém ao Executivo. Vejamos se as reações destes últimos dias esboçadas pelo maior partido da base, o PMDB, são mesmo para valer.
Assunto…
O assunto importação de médicos, traz à baila uma realidade: enquanto não houver uma carreira dedicada à saúde, na administração pública, o interior, especialmente as menores comunidades serão cidades-satélites das maiores comunidades. Com as necessidades vividas hoje e transferidas às prefeituras cada vez mais carentes de recursos. Haja ambulância em trânsito pelas precárias estradas brasileiras, demandando centros maiores.
… delicado
Médico, como lembra um e.mail enviado à coluna pelo Dr. Oscar Alves, homem que procurou dar nova forma à estrutura da saúde pública no Paraná em seu tempo como Secretário de Saúde, não é uma ilha. Não basta a sua figura. É necessária uma ampla estrutura para apoiá-lo em sua missão.
Questão complexa
De nada adianta agora o governo tentar trazer médicos cubanos, fugindo à exigência de uma avaliação cobrada pela própria legislação a médicos formados no exterior. Experiência semelhante no estado de Tocantins, não deu certo. A questão é complexa e recorrente. Basta que se lembre o fato de um projeto estabelecendo um valor mensal satisfatório a ser pago por uma jornada de 20 horas semanais, estar na Câmara há 20 anos sem entrar na pauta. Por ele, os governos federal e estaduais ajudariam os municípios no pagamento.
Antenado
A anunciada desoneração da folha de pagamento das empresas que exploram o transporte coletivo nas maiores cidades, com a suspensão de cobrança de Cofins e PIS, provocou oportuno pronunciamento do vereador Hélio Wirbinski (PPS) na Câmara de Curitiba, pedindo a redução nas passagens da Rede Integrada da Região Metropolitana de Curitiba. Assunto da coluna para amanhã.
Em choque
A bancada paranaense no Congresso, almoçou ontem com o governador Beto Richa. Foi a primeira das reuniões que o novo coordenador, deputado Marcelo Almeida promoveu. A próxima deverá ser com a Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. União em torno dos interesses do Estado, é o que tem faltado na política paranaense.
