Sábias palavras
Dias desses o Luiz Fernando Veríssimo, cronista que honra a tradição herdada de seu pai, escritor Érico Veríssimo, um dos mais festejados nomes da literatura brasileira, escrevia crônica em que registrava uma das mais constantes verdades observadas na política brasileira: a distância entre o texto e o contexto. Especialmente com o domínio que hoje se observa nas campanhas políticas, dos textos apresentados pelos marqueteiros pagos a peso de ouro para interpretar aquilo que o eleitor quer ouvir, mesmo que longe do que a realidade do contexto obrigará o candidato a agir, completamente fora dos compromissos assumidos na campanha. A crônica de Veríssimo trouxe à memória do colunista uma frase ouvida de uma personalidade das mais admiradas na área empresarial brasileira, que em São Paulo certa vez viu-se tentado a colocar a sua inegável experiência a serviço da política: José Ermírio de Morais. Disputando contra Paulo Salim Maluf e Orestes Quércia, José Ermírio era tido como poule de 10, para usar uma turfística. Sua vitória certamente mudaria para melhor o destino de São Paulo, já por si grandioso. Maluf fez o que Requião repetiria em 1990. Inventou um ferreirinha pernambucano. Um empregado de uma das fazendas do grupo Votorantim, no distante interior de Pernambuco, que teria uma vida menos confortável. Trouxe o trabalhador para a campanha. Tanto bateu que o Ibope de Ermírio caiu. Em compensação quem cresceu, para infelicidade de São Paulo, foi Quércia, que ganhou a eleição. Desiludido José Ermírio voltou para suas empresas e obras assistênciais, não sem antes afirmar: Aprendi na campanha que, em política você não pode dizer o que pensa. Diz o que o povo quer ouvir. Aí está o mestre Lula que nesta quinta nos visita, para provar!
Presença obrigatória
Será segunda-feira o lançamento da quinta edição do livro do respeitado jornalista Aroldo Murá G. Haygert, de sua série Vozes do Paraná, em que retrata sintetizadas as biografias de personalidades que têm contribuído para que tenhamos o extraordinário desenvolvimento apresentado por este Estado. A noite de autógrafos será no casarão histórico da rua Lourenço Pinto, 500, local que já sediou o quartel da Polícia Militar.
Que venha a sexta edição
Este colunista tentou acrescentar alguns nomes do interior do Paraná que merecem registro. Sem tempo porém, na medida em que Aroldo já estava encerrando o volumoso registro. Não faltará oportunidade para mais registros na sexta edição do Vozes. Gente que merece destaque, além de alguns nomes interioranos citados em todas as edições, não falta. A maioria, gente que não nasceu aqui mas que dedicou todos os esforços para ajudar a construir este Paraná.
Problema recorrente
O modelo de saúde que vigora no Brasil (no Paraná não é diferente), está sendo questionado. Isso porque há concentração de médicos nos grandes centros e falta nas pequenas cidades do interior. As razões são variadas, especialmente pela má infraestrutura do setor e falta de um plano de carreira que atraia profissionais da área. Nem o incentivo de programas como o Provab, do governo federal, consegue sanar esse problema.
Aposentadorias resgatadas
Depois de Pessuti, que conseguiu reaver seu direito à aposentadoria de governador (embora tenha ficado apenas nove meses no cargo), Requião conseguiu o mesmo feito, este com três mandatos. Agora o direito foi repassado a Jaime Lerner (dois mandatos) e Mário Pereira (nove meses). Acaba assim o efeito da decisão tomada por Beto Richa ao início de seu governo. Todos porém, incluindo os anteriores, poderão perder tais aposentadorias, se prevalecer a Adin impetrada pela OAB junto ao STF, julgando-as inconstitucionais.
Em choque
Do governador Beto Richa na escolinha sem TV(reunião de todos os escalões de seu governo): Por ser ano pré-eleitoral, as críticas e agressões se acentuam. Por isso precisamos ter um ritmo mais acelerado nas ações.
