Sentença intermediária

A Justiça brasileira – a paranaense não foge à regra – costuma ser tão lenta que caso como o que o jornal Gazeta do Povo denunciou – Diários Secretos –  que desnudou um escandaloso desvio de dinheiro, ter apresentado resultado em relação a seu principal envolvido, Abib Miguel –Bibinho,  em quatro anos, foge à regra. O mensalão,  por exemplo, levou muito mais tempo a ser julgado, até porque, envolvendo parlamentares, coube ao Supremo a missão. Diretores da Assembleia que supostamente dividiriam com Bibinho a responsabilidade sobre os fatos denunciados, já haviam sido julgados anteriormente: José Ary Nassif, ex-diretor administrativo,  foi condenado por peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro a pena de 18 anos, 11 meses e 20 dias de prisão; Cláudio Marques da Silva recebeu punição idêntica. Outras 9 pessoas já haviam sido igualmente condenadas por participação no esquema. O que surpreende na condenação de Bibinho pela juíza Ângela Regina Ramina Delucca, em tudo igual à dos demais diretores, acrescida de multa,  é a reação agressiva de seu advogado contra os que promoveram a investigação, inclusive desqualificando o Gaeco a quem chamou de braço armado do MP, um grupo nazifascista, que não conhece a ampla defesa e o contraditório. Como da decisão em primeira instância cabe recurso ao TJ, já anunciado pelo advogado Eurolino Reis, resta saber em que sua reação ajudará a defesa de Abib Miguel. Ele vai assistir o transcurso de sua defesa em liberdade. Os promotores que investigaram os Diários Secretos, não se manifestaram sobre o desabafo do advogado Reis.

Dúvida ao vento! 

A defesa de Bibinho acaba promovendo uma outra dúvida em relação ao julgamento, ao afirmar categoricamente que a sentença é injusta; nada do que está aqui (na sentença) pertence a Abib Miguel. Pode pertencer a outros, mas não a ele. Que outros seriam esses é a pergunta que fica, na medida em que Reis afirma confiar cegamente na inocência de Bibinho!

Descontentamento 

A forma como a oposição vem se conduzindo para a disputa que se avizinha no cenário nacional, tem desagradado ao senador Álvaro Dias. Mesmo sem se referir à maneira como foi feita a escolha do candidato de seu PSDB, senador Aécio Neves, Álvaro gostaria que o partido tivesse evoluído para as eleições primárias, a exemplo do que ocorre nas disputas nos EUA.

Sem democracia interna

Não falta razão ao senador paranaense! A prevalência do caciquismo nas escolhas dos candidatos às disputas presidenciais no Brasil,  faz com que se perca ampla oportunidade de conhecer os projetos de cada um, dentro do partido, com cobertura da imprensa aos debates internos, avalia Álvaro. Os partidários, no sistema americano, têm participação efetiva na escolha e automaticamente, comprometimento com a candidatura oficial.

Aumentando o cacife

Enquanto a oposição perde as possibilidades de ampliar seu reconhecimento popular, a presidente Dilma aumenta  seu cacife com ampliação  de recursos ao programa Minha Casa Minha Vida. Mais 1 bilhão foi acrescentado ao programa que em 2014 contará com R$ 15,77 bilhões, sob crítica da oposição. Para o líder do PT, José Guimarães (CE) os mesmos que hoje são contra ampliara os recursos, são os mesmos os mesmos que votaram contra a criação do programa, lá atrás.

Pagamento futuro

Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) não deixa por menos: Há um grande oportunismo em fazer um reforço de R$ 1 bilhão no programa em ano eleitoral. O governo usa as fragilidades da população mais pobre para se perpetuar no poder afirma ele que garante ser muito alto  o grau de inadimplência do programa; conta  que um dia será paga pela sociedade. 

Em choque

As informações de Brasília confirmam a coluna de ontem: na pseudo reforma a ser promovida pela presidente Dilma no seu Ministério, a maioria dos cargos não interessa aos partidos que Dilma tem interesse, estejam em sua base de apoio neste 2014. Integração Nacional, Transportes, Ministérios das Cidades, são os que efetivamente contam. Ministérios com recursos…