Sinais visíveis

A preocupação dos analistas econômicos brasileiros concentra-se agora na falsa impressão de estabilidade que o governo vem tentando impingir, com a manipulação de dados para fechar o superávit primário, o que tem gerado desconfiança entre os investidores nacionais e internacionais, na medida em que o assunto tem repercutido nos grandes jornaisdaqui e de fora. A postura dos responsáveis pela área econômica do governo Dilma Rousseff que praticam uma contabilidade recreativa, se  pode passar desapercebida pelos que não são do ramo, não engana os que analisam os dados com conhecimento de causa. Usar reservas do Fundo Soberano Brasileiro (FSB) no esforço de economizar dinheiro e dedução de R$ 45 bilhões do PAC das despesas federais, são malabarismos contábeis que não convencem. O resultado está sendo desastroso para a credibilidade brasileira, longamente cultivada para chegar ao estagio anterior. Não por acaso começam a surgir artigos de setores especializados, pedindo uma mudança na condução dos destinos econômicos do país. Mantega, o ministro alvo das críticas, parece porém gozar da irrestrita confiança da presidente. Opiniões como as do professor James Giacomini, que afirma quem investe é o setor privado que é atraído pela perspectiva de resultado positivo (lucro). Não conseguimos investir na proporção necessária, e há indicações de que uma das razões está nessa falta de confiança na política econômica, deveriam merecer mais atenção. Os sinais de alerta estão visíveis! Basta que os que respondem pela economia tomem ciência deles. Não basta manipulação de dados que não enganam, nem remendos do tipo isenção de IPI que não geram  resultados permanentes. O Brasil precisa de uma revisão na sua política econômica que inclui as reformas prometidas e nunca realizadas.

Por onde começar!

O início da administração de Gustavo Fruet, com tantas obras iniciadas no período anterior e inacabadas, parece ‘fralda de nenê depois de uma noite sem ser trocada: não se sabe por onde pegar. A pressa de mostrar serviço pelas exigências da Fifa para que Curitiba seja sede de uns quatro jogos, seguida da derrota que paralisou as obras, gerou um estado de terra devastada.

Perigo à vista

A oposição entregou os pontos no Senado. Desistiu de enfrentar o trator peemedebista que vai reconduzir o notório Renan Calheiros à presidência da Casa. Com a Câmara nas mãos do partido à partir de fevereiro, a presidente Dilma que prepare o vasto cardápio para satisfazer o voraz apetite fisiológico dos companheiros de Sarney. 

Áreas fraudadas

Curioso, quando mudam as administrações municipais: descobre-se que as áreas mais sensíveis aos esquemas de desvios de recursos, são as que mais necessitariam de atendimento. Ainda agora o ex-prefeito da Lapa, Paulo Furiati (PMDB) e  outras oito pessoas, são presas pelo Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado) por fraudes em licitações na área de educação.

Atividade extensa

A ação constatada na Lapa estende-se a outros municípios de vários estados, Minas, Distrito Federal e Santa Catarina. Por aqui, por enquanto também em Sarandi, vizinha a Maringá, norte do Estado. Como as investigações prosseguem, outras situações serão repetidas.

FOLCLORE POLÍTICO

O saudoso professor Bento Munhoz da Rocha Neto, ex-governador, ex-ministro,  uma das figuras mais cultas que o Paraná já teve, derrotado em 1965 por Ney Braga, seu ex-cunhado e cria política (via candidatura de Paulo Pimentel), voltou a sua vida de funcionário da Caixa Econômica Federal e à simplicidade de sua vida. Ia a pé para o trabalho. Numa dessas caminhadas encontra um ex-secretário de seu governo. Este, traz uma informação antiga. Lembra governador, daquele rapaz da secretaria de Governo, boa pinta, alegre, falante (e deu o nome do moço). Bento fingiu lembrar-se. Apesar daquela pinta, aquele rapaz era um grande malandro continuou o ex-secretário. Ao que Bento respondeu com sua vivência de sociólogo: E você já viu malandro triste. Malandro triste morre de fome!