Tese válida
Uma pergunta formulada na coluna de ontem, sobre a atuação do senador Roberto Requião que atrasa mais uma vez a parcela do Proinveste, oferecido a todos os entes federativos, e a que só o Paraná não teve acesso, parece ter explicação. A interpretação dada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, a esta coluna, faz sentido. Entende ele tratar-se de uma ação orquestrada. Iniciada pelo Secretário do Tesouro Nacional, cumprindo ordens superiores de partes interessadas na desestabilização do atual governo paranaense; criou obstáculos de natureza legal para impedir a viabilização dos empréstimos internacionais e nacionais, já negociados por Beto Richa. Entre idas e vindas, um contato esclarecedor do governador com a presidente Dilma. Mostrou-se ela desinformada sobre o assunto, culminando com determinação sua de pagamento pelo menos da participação paranaense no Proinveste, enquanto os demais empréstimos seguiam as vias agora desobstruídas. Sem mais a que apelar, coube um entendimento dos referidos interessados com o senador Requião, para que colocasse outra pedra no caminho do governo do Paraná, evitando o acesso imediato aos R$ 817 milhões. A denúncia do senador em relação a possível irregularidade do governo paranaense à Lei de Responsabilidade Fiscal, fazia referência à situação financeira da ParanaPrevidência; esquecido porém, como lembrou a coluna ontem, que, ao encerrar seus oito anos de mandatos, a entidade previdenciária tinha um déficit de R$ 3,1 bilhões. Situação pré-falimentar recebida por Beto Richa ao iniciar seu governo. Como se nota, a tese de Ademar Traiano aparenta ter fundamento. Só faltou dar nome aos bois!
Fase difícil
No atual momento pré-eleitoral, parte interessada é o que não falta. Uma delas solicitou informação ao Tribunal de Justiça, em relação ao repasse de 2% devido pelo governo, de sua receita líquida anual, para pagamento de precatórios. A certidão dá conta de que os R$ 40 milhões devidos por decisão judicial à fila de credores, não foram repassados o que pode representar mais problemas no recebimento de empréstimos, além de outras penalizações.
Articulação?
A convocação da Secretária da Justiça do Paraná para comparecer ao Maranhão e tentar dar uma contribuição à deteriorada situação do sistema prisional local, aguçou a curiosidade da imprensa curitibana. De repente mazelas dadas como antigas, no sistema paranaense, afloraram e viraram destaque na imprensa regional, do que se beneficiam os sindicatos funcionais ligados à área para retomarem seus questionamentos ao governo.
Apertando o cinto
Gustavo Fruet, que apontou enormes dificuldades financeiras recebidas ao tomar posse como prefeito de Curitiba, está tomando medidas coerentes, cobradas de todos os administradores: redução no tamanho das máquinas públicas que consomem os altos impostos pagos pelos contribuintes. Extinguiu três secretarias, fundiu duas outras em uma só. Criou apenas a Secretaria de Informação e Tecnologia para substituir empresa privada contratada e que consome grande volume de recursos.
Por força da lei
Um levantamento sobre a atuação dos vereadores curitibanos, realizado pela Gazeta do Povo, comprova que a atuação maior dos edis à Câmara Municipal de Curitiba – fato que se repete Brasil afora – transforma-os praticamente em assistentes sociais. Situação vivida desde o período revolucionário que proibiu a apresentação de projetos que implicassem em custos financeiros às prefeituras. Limitação que não superou a reimplantação da democracia.
Em choque
Governos, ressabiados com o escândalo maranhense, licitação de buffet de luxo, suspendida depois da repercussão negativa pelas dificuldades no sistema prisional, começam a cuidar mais dos gastos. Agora foi o Ceará a suspender a realização de shows pirotécnicos nos eventos do Estado. Em 2012 o governo Cid Gomes assinara contrato de R$ 410 mil para esse serviço. Reduziu a R$ 250,5 mil.
