“Tira o tubo”!

Nem o professor Belmiro Valverde poderia imaginar quanto os fatos provariam, anos após ele ter escrito o livro O Brasil Não É Para Amadores, o tanto de razão que teria. Se atentarmos para o que ocorre na área de energia, a situação chega ao absurdo. Tempos atrás o governo, premido pela queda de produção das hidrelétricas, em função da falta de chuva, viu-se obrigado a se socorrer das termoelétricas, caras e poluentes. Isso aconteceu num momento em que ele tinha forçado as  distribuidoras a baixarem o preço da energia fornecida. Uma decisão visivelmente populista, do tempo em que o prestígio da Presidente andava nas alturas. O resultado,  informa agora o Estadão, é que essa diferença de preço entre o custo das térmicas e a compra no mercado livre será bancado pelo Tesouro. Nada menos que R$ 17 bilhões. A tentativa, sem mais nem menos,  do Conselho Nacional de Energia Elétrica, de ratear os custos entre todas as geradoras, do custo extra das térmicas, foi parar na Justiça. Deveriam elas que geram energia limpa, pagar a conta de quem emite gases de efeito estufa e polui. A briga promete ser longa, como é hábito na Justiça brasileira. Enquanto isso a energia eólica que recebeu bons investimentos, barateou o custo de produção o que permitiu novos projetos. Faltam apenas linhas de transmissão. Situação inacreditável também vive a energia solar, renegada, num país que, em sua grande parte, o excesso de sol é um drama. Isso sem falar em assunto recentemente focalizado aqui: o problema criado nas novas usinas de Jirau e Santo Antonio no Rio Madeira. A falha no planejamento incompatibilizou os sistemas de segurança entre geração e transmissão. Mais: vão  começar a produzir, sem que haja linha de transmissão. O governo aponta a falha como sendo das construtoras, embora essa exigência não constasse no edital de licitação dessas obras. Se não for resolvido e as empresas não puderem por no sistema a energia produzida, o prejuízo poderá atingir R$ 200 milhões ao mês. Como dizia o personagem de Jô Soares: Tira o tubo!

Enfim!

O novo Procurador-Geral da República, primeiro da lista tríplice enviada à presidente Dilma, saiu finalmente. É Rodrigo Janot, que terá a responsabilidade de substituir Roberto Gurgel e acompanhar o final do julgamento do mensalão em que Gurgel  teve um desempenho importantíssimo. Já sem a mesma exigência da fase inicial.

Placas disputadas

Não é à-toa que o edital lançado pela Urbanização Curitiba S/A (Urbs) despertou tanto interesse. Há muito tempo a ampliação da frota de taxis de Curitiba vem sendo pleiteada e empurrada com a barriga. São hoje apenas 2.252 permissões, insuficientes para atender ao crescimento da cidade. Com isso, uma placa atingiu enorme valorização. Daí a previsão de que pelo menos 3 mil interessados disputarão as 750 novas placas.

Placas disputadas (II)

A preferência aos novos permissionários, favorecerá os que já dirigem taxis, sem serem concessionários das placas. Conta ponto quem trabalha como taxista há mais tempo. Multas recebidas pelo condutor tiram pontos do interessado. As licenças serão concedidas por 35 anos com direito a renovação por mais 15. Das 750 novas placas, 20 serão reservadas para serviços especiais  e  30 para taxistas deficientes.

Com razão

A reclamação da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva que agora tenta formar o partido Rede Sustentabilidade, junto ao TSE, procede. Apenas 250 mil assinaturas de eleitores foram validadas pelos cartórios eleitorais. Marina espera a validação de outras 242 mil, para pedir formalmente a criação do Rede. Reclama do atraso dos cartórios que teriam 15 dias para checar os dados dos eleitores.

Em choque

Entendemos que existem dificuldades estruturais na Justiça mas, obviamente, não podemos pagar por isso, afirma Marina. Para ela,  a militância da Rede fez a sua parte: Aguardamos que a Justiça seja feita. O que pode estar atrapalhando, é o crescimento de Marina nas pesquisas…