Variações sobre o mesmo tema

Tema sempre batido pela coluna: Casa onde falta pão, todos brigam e todos têm razão. O dito popular cai como luva na situação vivida hoje na administração pública brasileira, especialmente no relacionamento entre a dita Federação e os entes federados, no caso presente,  os municípios. Não sem uma também justa participação dos estados brasileiros a reclamar dos juros extorsivos, dignos de serem identificados como agiotagem, cobrados pelo governo federal em relação às dívidas estaduais (igualmente as municipais) os que as torna impagáveis (nenhuma graça na história). O que tem levado o presidente da Confederação Nacional de Municípios a freqüentes pronunciamentos, reclamando das posturas federais que transfere responsabilidades às municipalidades, sem os respectivos recursos. Atente-se como mais um exemplo à promessa da presidente Dilma de implantar 6 mil creches em todo o pais (até agora apenas 20 foram entregues). A manutenção ficará por conta dos municípios que já não conseguem arcar com as responsabilidades atuais. Problema de gestão como qualifica o professor da USP Ramiro Gonçales? Uma parte talvez. Equivoca-se ele quando afirma que se o município não gera renda, não pode ficar para sempre encostado no governo federal. O equívoco reside no fato de quem não produz renda ser o governo federal. Ela é gerada nos estados e municípios e a maior parte enviada a Brasília que procede à divisão: 54% para si, 28% para os estados e apenas 18% para os 5.565 municípios. É justo?

A lei, ora a lei!

Para comprovar as afirmações de Paulo Ziulkoski (presidente da CNM) basta ter conhecimento das situações recebidas pelos novos prefeitos, caso de Curitiba. Verdade que em grande parte, dívidas feitas em véspera de campanha, sem dotação orçamentária, ou ainda pior, para arrecadar recursos de campanha que normalmente tomam caminhos ignorados, se é que a coluna se faz entender! Sem nenhuma preocupação com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Um exemplo

O surpreendente fato do momento, que a quase todos apanhou de surpresa, cabe numa coluna política: o anúncio do Papa Bento XVI, informando sua próxima renúncia. Para os católicos e também para praticantes de outras religiões não radicais, um gesto de nobreza e renúncia. Poucos são os que detém poder, com a humildade de o deixar escapar de suas mãos. Bento XVI, consciente das limitações impostas pela idade para exercer na plenitude as responsabilidades do importante cargo que exerce, tomou a sábia decisão.

Escolha justificada

Pode-se discutir a validade da indicação, depois de uma campanha pesada que disputou contra o grupo do governador, representado pelo ex-prefeito Luciano Ducci. Quem leu a entrevista do jovem deputado Ratinho Jr., que aceitou entrar na equipe de Beto Richa (indicação interpretada como jogada política de alto risco) concedida à Gazeta do Povo, percebe que se trata de um político preparado para o cargo e com muito a crescer. 

Fim próximo

As dificuldades para ampliar a participação do PMDB no governo Beto Richa que representou a ele algum desgaste, parece próxima de ser superada, para desencanto dos seus companheiros de primeira hora (PPS, Democratas e até parte do PSDB). Não sem uma concessão que o submeteu às exigências do convidado ao cargo de Secretário de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida: porteira fechada, isto é, todos os cargos disponíveis. Especialmente os de diretoria.

Dúvida cruel

A dúvida sobre a vinda da outra parte do PMDB ao governo reside na indecisão de Orlando Pessuti. Não sabe se casa com a presidência da Sanepar ou se abriga sob o guarda chuva do governo federal (leia-se Gleise Hoffmann). Indecisão que uma diretoria da Itaipu pode definir.  

Em choque

Medida oportuna de Gustavo Fruet: a criação de mais 20 equipes de Saúde da

Família. O setor contará agora com 205 equipes atendendo preventivamente a 777 mil curitibanos.