Processo arquivado
O processo contra a candidata à sucessão municipal em Farol, Ângela Kraus (PT do B), que analisou suas contas como irregulares, quando ainda era presidente da Câmara de Vereadores em 2008, já está arquivado há cerca de dois anos, porque foi julgado improcedente pela juíza da 2ª Vara Cível de Campo Mourão, Luzia Terezinha Grasso Ferreira. As contas de Ângela teriam sido questionadas pelo Ministério Publico Estadual.
Processo arquivado 2
Este colunista divulgou no último dia 7, uma nota referente ao assunto. Porém não informou que o caso já tinha sido analisado pelo Poder Judiciário. Com isso, diferente do que foi publicado, Ângela não corre o rico de ficar inelegível ou ter a candidatura cassada. Tanto que ela já teve o registro deferido pela Justiça Eleitoral. Seu nome não consta também na lista dos inelegíveis, publicada recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná – TCE-PR.
Processo arquivado 3
O advogado da candidata, Luiz Alfredo da Cunha Bernardo, informou ontem a este colunista, que o juízo arquivou o processo contra a candidata por não haver nenhum procedimento irregular cometido por ela. Ou seja, uma licitação do Legislativo, que teria originado a reprovação das contas da candidata, estava correta, não havendo ato de improbidade ou dano à Câmara. Se a Ângela tiver as contas confirmadas como reprovadas, o que entendo que seria impossível, ela entraria na justiça para provar [o contrário] porque a justiça já julgou. Ou seja, por este motivo não tem como reprovar a conta dela. A Ângela já tem o registro deferido. Então ela não perde o mandato por motivo superveniente, declarou Cunha.
O caso
O Ministério Público (PM) entrou com ação civil pública contra Ângela com base em um parecer do controlador interno da prefeitura, na época Gilmar Cardoso, marido da prefeita Dina Cardoso (PMDB). Ele teria alegado que a candidata teria utilizado um mesmo contador que atuava em Campo Mourão para a licitação da Câmara do município. O caso foi repassado ao Tribunal de Contas, que entendeu que a licitação da Câmara não estava correta. No entanto, o processo foi julgado e arquivado pelo Poder Judiciário antes que o Tribunal analisasse as contas. E pensar que teve gente que até fez barulho na cidade com a informação divulgada anteriormente. Infelizmente que alguns agem na política, né?
Debate eleitoral
Em Campo Mourão, José Turozi (PV); Tauillo Tezelli (PPS), e Regina Dubay (PR), voltam a se encontrar hoje às 13 horas, na rádio Musical. Eles farão o primeiro debate da campanha. Os candidatos já estiveram nesta semana no Conselho Municipal de Segurança (Conseg) e na Agenda 21, onde apresentaram propostas do plano de governo. Já no próximo dia 30, o debate será na TV Tarobá, de Cascavel.
Renuncia dupla
Em Roncador, os candidatos da coligação Roncador Nossa Terra, Pedro Kuchla ( candidato a prefeito) e Ilizeu Puretz (vice), renunciaram à disputa. No entanto, segundo informações da coordenação da campanha da coligação, a renúncia dos candidatos se deu por conta de uma inversão de posições. Entenda: o candidato a vice, Ilizeu Puretz, disputará as eleições como candidato a prefeito, enquanto Pedro Kuchla será o vice. Ainda de acordo com a coordenação da campanha, a renúncia dos candidatos foi necessária para cumprir o que determina a Legislação Eleitoral, sem o qual não seria possível a inversão de posições. Hummmmm…
Dito e Escrito
Já foi considerada a inexistência de qualquer ato. É impossível as contas serem rejeitadas.
Luiz Alfredo da Cunha Bernardo, advogado, ao comentar sobre processo arquivado contra a candidata a prefeita em Farol, Ângela Kraus.
