Volta ao horário normal

Segunda-feira o atendimentos nos órgãos municipais voltam ao normal. Desde as vésperas de Natal, o horário vinha sendo diferenciado em Campo Mourão: das 08 às 14 horas. A iniciativa foi do prefeito Nelson Tureck (PMDB). E não é que a população gostou da novidade. Isso porque podiam usar o horário de almoço para acertar as contas com a administração. E quem, com certeza, também vinham gostando da ideia eram os funcionários que podiam ir embora mais cedo para casa. Fica aí, a ideia.

 

Nova eleição em Goioerê

E como está programado, teve mesmo nova eleição na Câmara de Vereadores de Goioerê. Foi nesta quinta-feira, e o eleito desta vez, com o voto de seis dos oito vereadores presentes, foi Mário Faria Filho (PMDB). A eleição foi realizada porque a primeira, que ocorreu em 20 de dezembro, foi anulada.

 

Anulação

A eleição foi anulada devido a tal da proporcionalidade partidária na mesa diretora da Câmara. É que na eleição de dezembro outros dois vereadores do PMDB já haviam sido eleitos para cargos na direção do Legislativo, e impediu que Mario Faria concorresse ao cargo. Com a sua candidatura impugnada, seis vereadores deixaram o plenário sem votar, e o vereador Joaquim Rafael Neto (PT) foi eleito com apenas três votos.

 

Na Justiça

O caso também foi encaminhado para a Justiça, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Com isso, fica a dúvida qual eleição valeu. O fato é que o vereador eleito nesta semana já foi empossado e tudo, e disse que espera que os embates envolvendo a eleição da mesa diretora da Câmara sejam logo esquecidos e que todos os vereadores possam ter uma boa convivência dentro do Legislativo. Fica ai, o pedido.

 

Revolta com altos gastos

O Brasil gastou, apenas no ano passado, cerca de R$ 5,3 bilhões com salários pagos aos deputados, senadores e servidores ativos e inativos da Câmara e do Senado Federal. Neste ano, a conta deve subir em R$ 860 milhões, valor referente, principalmente, ao reajuste de 62% nos salários dos parlamentares, proposto e aprovado rapidamente no fim do ano passado. Os participantes do debate desta semana, organizado pela Rede de Participação Política – iniciativa apartidária da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) – mostraram-se revoltados com a situação.

 

Mobilização popular

Para eles, é urgente a necessidade de uma mobilização popular com o objetivo de inibir ações semelhantes no futuro. Além do acréscimo nos vencimentos dos 513 deputados e 81 senadores, uma repercussão milionária deve alcançar o pagamento de encargos dos aposentados e pensionistas das duas Casas. De acordo com a Câmara – onde o impacto será de R$ 442,5 milhões sobre a previsão inicial de 2010 ou R$ 549,2 milhões sobre o total gasto no ano –, cerca de R$ 269,7 milhões se referem ao reajuste no salário dos parlamentares e, ainda, ao reflexo do aumento concedido aos servidores da Casa em julho do ano passado. Outros R$ 145 milhões devem cobrir despesas com aposentados e pensionistas, enquanto R$ 27,8 milhões são resultado das contribuições patronais.

 

No Senado

Já no Senado, o acréscimo na folha será de R$ 288 milhões, se comparada com a despesa estimada para 2010 – ou de R$ 312 milhões, computados sobre o valor efetivamente pago naquele ano.

 

Briga interna no PMDB

Dirigentes do PMDB do Paraná ligados ao ex-governador Roberto Requião querem a intervenção da direção nacional do partido no Paraná para expulsar da legenda os deputados e militantes que manifestarem apoio explícito ao governo do tucano Beto Richa. Em carta enviada ao vice-presidente da República, Michel Temer, presidente nacional licenciado do partido, o tesoureiro da Executiva Estadual do PMDB, Hudson Calefe, pede a intervenção no diretório paranaense para restabelecer o posicionamento assumido nas eleições de outubro de 2010, quando o PMDB do Paraná apoiou Osmar Dias (PDT) ao governo e Dilma Rousseff (PT) a presidente da República.

 

Traidores

Ex-diretor da Sanepar no governo passado, Calefe chama de traidores os deputados que aderiram à base governista na Assembleia, inclusive indicando dois membros à chapa do tucano Valdir Rossoni. Nossos correligionários nos traíram em troca de uma secretaria no governo, diz a nota.

 

Dito e escrito

Respeito o recado das urnas, fiel àqueles que me deram o mandato e às atribuições do cargo que me foi confiado.

Douglas Fabrício, deputado estadual, justificando diferente do primeiro mandato quando manteve-se na oposição ao governo, agora integra a base aliada, já que o PPS fez parte da coligação que elegeu o governador Beto Richa.