Campo Mourão

90 mães doadoras mantêm Banco de Leite da Santa Casa

Prestes a completar um ano de inauguração, o Banco de Leite da Santa Casa de Campo Mourão conta com 90 mães doadoras, um número recorde. São elas que garantem o abastecimento do produto utilizado para alimentar os bebês internados na UTI-Neo Natal e na UCI. Com a inauguração do Banco em maio do ano passado, o leite coletado em Campo Mourão, que até então era encaminhado para Maringá para pasteurização, passou a ser pasteurizado na própria Santa Casa.

Além de maior agilidade e aproveitamento integral do produto, a estrutura do Banco de Leite também permitiu atender maior número de doadoras, que hoje é recorde. “O Banco de Leite é o carro-chefe do serviço prestado pela maternidade do hospital, que atende não só Campo Mourão como toda a região”, destaca a coordenadora do serviço, a nutricionista Larissa Gobbi Teixeira.

Em 2018, foram 70 doadoras, que garantiram 233 litros de leite, utilizados para alimentar 195 bebês receptores. Este ano, em menos de três meses, o número de doadoras aumentou para 90 e já foram utilizados 63 litros para 51 bebês. “Mais que um alimento, o leite materno funciona até como um remédio para esses bebês”, explica a nutricionista, ao comemorar os avanços do serviço que é essencial para o desenvolvimento dos recém-nascidos.

O trabalho do Banco de Leite envolve uma equipe de cinco funcionárias no hospital e a parceria com o Programa Cegonha Feliz, da Secretaria Municipal de Saúde. Além das coletas das mães que ainda estão no hospital, também são realizadas coletas domiciliares às terças-feiras. “Aqui fazemos todo o trabalho de abordagem e conscientização das mães sobre a importância de doar e os números mostram que nesses primeiros 10 meses obtivemos resultados excelentes”, enfatiza Larissa.

A implantação do Banco de Leite na Santa Casa foi viabilizada pelo governo do Estado na construção do espaço físico e doação de um carro e dos rotarys clubes da cidade, que em parceria com a Fundação Rotaria doaram os equipamentos, na época no valor de 34 mil dólares. Na Santa Casa nascem, em média, 125 crianças por mês e pelo menos 15 por cento são prematuras, que necessitam da UTI-Neo Natal.

“Com o Banco agora é possível coletar até o leite da própria mãe para alimentar o bebê prematuro na UTI. Antes, quando tudo era encaminhado para Maringá, não tinha como fazer isso, pois não era possível identificar as doadoras para distribuir nos leitos”, exemplifica a nutricionista, ao reforçar que com o leite materno a criança se desenvolve com saúde, tem mais chances de recuperação e fica protegida de infecções, diarreias e alergias.

Curiosidades

• Um pote de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1 ml já é o suficiente para nutri-lo a cada vez que for alimentado.

• A produção do leite depende do esvaziamento da mama. Por isso, quanto mais a mulher amamenta ou esvazia as mamas, mais leite ela produz.

• Todo leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado a um bebê internado.

• O prazo de validade do leite materno depois de pasteurizado é de até seis meses.