Campo Mourão

Abertura da UPA vai humanizar atendimento à população, diz secretário

Município fez várias adequações no prédio para os Bombeiros liberarem o funcionamento

O funcionamento do prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mesmo como Posto 24 Horas, irá tornar o atendimento em saúde mais humanizado à população de Campo Mourão. É o que prevê o secretário de saúde do município, Sérgio Henrique dos Santos. “Tanto a parte médica como a equipe de enfermagem terá uma estrutura física muito boa para trabalhar. Temos certeza que o atendimento vai melhorar muito à população. Esta é nossa preocupação”, falou em entrevista à TRIBUNA.

A cerimônia de inauguração pela prefeitura será realizada às 19h30 desta quinta-feira (12), e a partir das 7 horas do dia 13 a unidade, localizada no jardim Aeroporto, estará em funcionamento para a população. “Graças a Deus trabalhamos bastante para chegar este momento de colocar este serviço tão importante para a população em funcionamento”, frisou o secretário.

A UPA já foi inaugurada há mais de três anos, porém a estrutura nunca foi utilizada, devido ao alto custo de manutenção, segundo a administração, em torno de R$ 1 milhão mensal. Outra situação, é que apesar de obra ter sido entregue pela construtora já há algum tempo, ela só foi liberada pelo Corpo de Bombeiros após a atual administração sanar 11 irregularidades na estrutura do prédio.

Entre as adequações exigidas pelos Bombeiros estão instalação de corrimão na escada de acesso principal, adequação das saídas de emergência laterais que estavam fora de normas, laudo comprobatório de resistência do forro a combustão, ligação da bomba de incêndio e adequação com instalação de botoeira para acionamento manual, substituição das placas de emergência para modelos fotoluminescentes, alteração do local dos recipientes GLP para atender a legislação, além de adequações no estacionamento, entre outras.

O secretário de Saúde do município informou que com o funcionamento da estrutura, o atendimento no Posto 24 Horas, no Lar Paraná, será interrompido devido a situação precária do prédio. “Todos têm ciência que aquele posto necessita urgentemente de uma reforma geral”, argumentou. Ele disse que com o fechamento do Posto 24 Horas, a unidade de saúde do jardim Pio 12, na rua das Palmeiras, ao lado da antiga Escola do Trabalho vai funcionar das 17 às 23 horas para atender a população do Lar Paraná.

A expectativa é que a reforma do Posto 24 Horas seja concluída até o final do ano. Segundo o secretário, o município ainda vai definir se no local voltará a funcionar o posto de saúde ou se algum outro serviço será oferecido na unidade. Os recursos para a reforma serão destinados pelo Centro Universitário Integrado, via programa Coapes - Contratos Organizativos de Ação Pública de Ensino-Saúde. O dinheiro é uma contrapartida do curso de medicina.

Média complexidade

Santos explicou que a UPA funcionará nos termos de uma unidade municipal de urgência e emergência 24 horas - média complexidade, autorizada pelo Ministério da Saúde para cidades com população até 100 mil habitantes. O custo mensal para manter a estrutura é estimado em R$ 1 milhão. “Inicialmente o governo federal vai repassar R$ 125 mil para custeio, com compromisso de ampliar para R$ 280 mil”, explicou.

O secretário explica que na UPA o paciente passará por uma triagem, onde será avaliado através de classificação de risco. “Por essa avaliação é feito o procedimento no local ou encaminhado para os hospitais”, esclarece, ao lembrar que a Unidade dispõe de 13 leitos para pacientes em observação. O atendimento é realizado por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, farmacêuticos e pessoal administrativo, além de serviço de ambulância das 19 às 7 horas.

Com 1.300 metros quadrados, a UPA foi construída com recursos do Governo Federal no valor de R$ 2,7 milhões, que somando a contrapartida do município passou de R$ 3 milhões de investimentos. “O prédio é novo e tem uma estrutura fantástica. A Upa é um ponto importante na gestão da Secretaria de Saúde onde havia preocupação desde o início da gestão em abrir. Construir o prédio não é o mais difícil o desafio é mantê-lo, são mais de R$ 12 milhões por ano. Estamos há dois anos nos organizando para que este momento chegasse”, acrescentou o secretário.