Campo Mourão

Agência do Trabalhador de Campo Mourão colocou 1,1 mil no mercado de trabalho em 2017

Alexandre Galland: “Saldo foi positivo e com certeza vamos melhorar ainda mais neste ano”. (Foto: Walter Pereira/Tribuna do Interior)

A Agência do Trabalhador de Campo Mourão encerrou 2017 com balanço positivo na geração de empregos. De acordo com levantamento repassado ontem à TRIBUNA, pelo chefe da agência, Alexandre Galland, cerca de 1,1 mil pessoas foram encaixadas no mercado formal de trabalho no ano passado via Agência do Trabalhador. Destas vagas, 25 vagas foram destinadas para pessoas com deficiência. Para este ano, a meta é dobrar o número.

Segundo Galland, considerando a recessão econômica do país em 2017, que atingiu o mercado de trabalho prejudicando a geração de empregos, o balanço é bastante positivo. “O prefeito Tauillo nos cobrou muito para prestar um bom serviço à comunidade e graças ao empenho de toda a equipe conseguimos alcançar a nossa meta. Queremos dobrar este número colocando no mínimo 2 mil pessoas este ano no mercado de trabalho em Campo Mourão”, falou.

Conforme Galland, 2018 iniciou com o mercado de trabalho dando sinais de melhora no município. Para se ter ideia, ele disse que assumiu a agência em janeiro do ano passado oferecendo em média 3 a 4 vagas de empregos por dia. Já este ano, em 10 dias, a unidade já gerou mais de 60 vagas. “Isso quer dizer que o mercado reagiu, ou seja, vamos colocar mais gente para trabalhar. Estamos lutando para que isso aconteça”, falou.

Galland aponta que o principal fator desse crescimento é a mudança de postura do órgão, que encaminha candidatos às vagas disponibilizadas com perfis mais adequados às exigências do empregador. Outro fato também ele considera relevante nesse incremento dos números: a sobra do desemprego que faz com que as pessoas se apeguem com outras áreas de atuação. “Os candidatos mais qualificados estão percebendo a dificuldade de reinserção, então, ao serem encaminhados, estão aceitando. Eles têm consciência que não estava dando para escolher muito as vagas oferecidas”, destacou.

Há, ainda, um terceiro fator que está contribuindo para o crescimento no número de contratados, a parceria com novas empresas, que estão oferecendo suas vagas de emprego junto à Agência do Trabalhador. “Hoje temos várias empresas que oferecem vagas, e temos empresas novas. Sempre há também algumas ofertando vagas para pessoas com deficiência, que estão percebendo melhor que essas pessoas são capacitadas para o mercado de trabalho”, disse. Galland ressalta que embora os resultados estejam positivos, há o trabalho para melhorar os serviços aos trabalhadores e aos empregadores.

Outros números

Durante o ano de 2017, a Agência do Trabalhador de Campo Mourão prestou um total 22.508 atendimentos às pessoas que buscavam uma vaga no mercado de trabalho. Cerca de 3,5 mil atendimentos foram para retirar dúvidas e prestar esclarecimentos ao público. No período foram captadas 1.943 vagas de empregos entre novas e reabertas. “É um número bastante significativo”, avaliou o chefe da agência.

Ainda conforme os dados, foram realizados em 2017 8.849 encaminhamentos de pessoas às vagas disponibilizadas, havendo um índice superior a 10% de contratações efetivadas. “Fizemos o cadastro de 1.997 trabalhadores, passando de 20.511 para 22.508 o número de pessoas inscritas junto à Agência do Trabalhador do município”, observou Galland.

Segundo ele, a preocupação para 2017 ficou por conta do alto número de pessoas que deram entrada no seguro desemprego: 4.298. “São mais de 4 mil pessoas que deixaram o mercado de trabalho e que este ano irão estar brigando novamente por uma vaga”, lamentou.

Galland observa que o mercado está mais exigente quanto à qualificação dos trabalhadores. “Mas infelizmente Campo Mourão passa por uma fase de qualificação muito baixa. Nós precisamos qualificar bem nossos trabalhadores e colocá-los no mercado para ocupar vagas de acordo com a sua qualificação”, frisou. Para isso, segundo ele, Agência do Trabalhador mantém parcerias com diversas instituições que visam a qualificação dos trabalhadores. “Temos parcerias com a Ação Social, Centro da Juventude, empresas privadas, Sesc, Senac, Sesi, todas instituições muito sérias que oferecem ótimos cursos de capacitação para quem busca uma vaga no mercado de trabalho”, emendou.

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