Região

Após 20 dias, servidores encerram greve e professores voltam às atividades na região

Na região, 48% dos professores aderiram movimento.
Aulas retornaram à normalidade nesta segunda-feira com fim da greve

Após 20 dias de paralisação, professores e funcionários de escolas públicas estaduais retornam ao trabalho nesta segunda-feira (15). A categoria decidiu suspender a paralisação, que vinha sendo realizada desde o dia 25 de junho, em assembleia da APP-Sindicato, depois que o governo do Estado formalizou a nova proposta de reajuste parcelado de 5,08% parcelado, com o pagamento de 2% em janeiro de 2020; 1,5% em janeiro de 2021; e 1,5% em janeiro de 2022.

Demais categorias do funcionalismo que ainda estão em greve deverão fazer o mesmo, em reuniões marcadas para esta segunda-feira (15). Dados repassados pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) de Campo Mourão, à TRIBUNA, apontam que 52% dos professores, na área de abrangência do NRE, não aderiram ao movimento de greve da categoria e 48% dos profissionais paralisaram parcialmente.

O Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão abrange 16 cidades sendo os municípios de Altamira do Paraná, Araruna, Barbosa Ferraz, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Iretama, Luiziana, Mamborê, Nova Cantu, Peabiru, Quinta do Sol e Roncador.

Os servidores – que estão com os salários congelados desde 2016 – reivindicavam reposição de 4,94% referente à inflação de abril de 2018 a maio de 2019. A primeira proposta do governo previa o pagamento de 0,5% em outubro deste ano, e o restante em três parcelas até 2022. Diante da rejeição da proposta, o governo retirou o projeto da pauta da Assembleia Legislativa, deixando a votação da questão para agosto, após o recesso parlamentar de julho.

No início da semana passada, o Executivo acenou então com a possibilidade de pagamento de 2% de reajuste em janeiro do ano que vem. Os sindicatos que representam os servidores passaram a admitir o parlamento, desde que os 2% fossem pagos este ano. O governo, porém, manteve a proposta alegando não ter condições de pagar o reajuste em 2019. Dirigentes da APP afirmaram que a categoria não gostou da proposta final do governo, mas conclui que não era viável manter a paralisação.

Reposição

A direção da entidade vai debater com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) um calendário de reposição dos dias parados. O governo informou que não haverá desconto nos salários. Segundo o Executivo, a reposição das aulas deve ser feita durante o período de recesso escolar. Caso isso não aconteça, haverá aplicação de faltas, com desconto em folha dos dias parados, afirma o governo.

Uma nova assembleia ficou marcada para o dia 10 de agosto, logo após o retorno do recesso da Assembleia. O objetivo é acompanhar o projeto sobre a reposição salarial e o andamento de outros pontos das negociações. Caso eles não sejam efetivados, a categoria afirma que pode voltar à greve.

Na última semana, diretores de 41 colégios estaduais de 15 municípios da região da Comcam assinaram uma carta de manifesto em apoio à categoria. No documento enviado à imprensa, os diretores lembraram que o direito a greve é previsto em lei. Eles defenderam o diálogo para a solução da situação. “Não dá mais para penalizar os servidores estaduais que estão desde 2016 sem reposição da inflação. Já são 17% de perdas acumuladas”, argumentaram.