Região

Araruna faz lançamento regional da Marcha das Margaridas

O município de Araruna será nesta sexta-feira (9), palco de um grande encontro regional que marcará o lançamento da Marcha das Margaridas. Durante o evento, o município comemorará também um ano de reativação da Feira do Produtor Rural na cidade. A programação inicia de manhã e se estende praticamente durante todo o dia.

Na parte da manhã, às 9 horas, haverá uma reunião da Regional Sindical de Campo Mourão na Casa Cultura com representantes da Comcam. E à tarde, a partir das 15 horas, mulheres de toda a região farão a abertura e lançamento da 6ª Marcha das Margaridas, que será realizada em 2019. É a primeira vez que o evento terá um lançamento regional, já que nas edições anteriores a abertura sempre foi estadual.

A coordenadora da regional sindical das mulheres de Campo Mourão, Luzia Catiani de Oliveira Mozolli, explicou que a Marcha das Margaridas é um movimento social que tem como objetivo defender a democracia e a classe trabalhadora rural. "Em 2019 as Margaridas estarão em um grande movimento em Brasília levando a voz de todo o Brasil, a voz da classe trabalhadora, não só do campo, em defesa da democracia, em defesa da não redução de direitos da classe trabalhadora. E, acima de tudo, a igualdade de gênero, um País mais justo, soberano e igualitário entre homens e mulheres", falou.

Como coordenadora sindical, Luzia disse que terá no próximo ano o dever de fazer uma grande mobilização regional para levar o maior número possível de mulheres da Comcam para o manifesto em Brasília. “O meu papel é fazer essa mobilização e arrecadar recursos para levar essas mulheres. E levantar, no âmbito da agricultura, quais são as reivindicações que todas têm e levar isso para Brasília”, ressaltou.

Feira do Produtor

Já sobre a Feira do Produtor, que foi reativada há um ano no município, com a entrada a atual administração, o presidente do Sindicato dos trabalhadores rurais de Araruna, Antônio Camilo Ramalho, que também é vereador, destacou o crescimento da mesma. Segundo ele, o espaço contava até o início de 2017 com apenas 5 feirantes, mas hoje o número já chega a cerca de 30.

A feira do produtor, além de ser uma vitrine de negócios para famílias da agricultura familiar, se torna também uma opção de lazer para a população. No local, os moradores podem encontrar de frutas e verduras a produtos da agroindústria familiar, como queijos, doces, compotas, pães, bolos, entre outros alimentos. “Graças a sensibilidade da atual administração conseguimos resgatar e fortalecer a feirinha”, ressaltou.

A coordenadora da Feira da Agricultura Familiar do município, Tatiane Ferretti, comentou que a feira contribui também para diminuição do êxodo rural no município. “Por meio dela os agricultores podem mostrar seus produtos e contar suas histórias. Ela é uma propaganda para o agricultor, um espaço de divulgação, valorizando nosso município, nossos agricultores e contribuindo para a nossa economia”, argumentou. Ela afirmou que o objetivo da feira é promover a valorização do agricultor e gerar entretenimento às famílias da cidade.

A feira do produtor de Araruna é realizada todas as sextas-feiras, no centro de eventos da cidade. No local a população pode encontrar produtos da agricultura familiar de qualidade, livres do uso de agrotóxicos. “A população tem prestigiado bastante a nossa feira”, acrescentou Tatiane, ao comentar que o evento sempre reúne um bom público.

Marcha das Margaridas

Marcha das Margaridas é uma manifestação realizada desde 2000 por mulheres trabalhadoras rurais do Brasil. A ação é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e acontece em Brasília, sempre no dia 12 de agosto. A data escolhida lembra a morte da trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores na Paraíba.

A primeira edição, em 2000, reuniu cerca de 20 mil agricultoras, quilombolas, indígenas, pescadoras e extrativistas de todo o Brasil. O movimento é marcado pelas camisetas lilás e pelos chapéus de palha decorados com margaridas usados pelas manifestantes. A marcha se repetiu nos anos de 2003, 2007, 2011 e 2015. A quinta edição reuniu cerca de 100 mil manifestantes, segundo a organização.