Região

Área agrícola encolheu 6,2% na região da Comcam em 11 anos

Região tinha em 2006 681.109 hectares de lavouras caindo para 638.415 em 2017.
Conforme o levantamento, 20 dos 25 municípios da Comcam tiveram redução de área (Foto: Walter Pereira)

As áreas de lavouras sofreram uma redução de 6,2% nos últimos 11 anos na Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam). É o que apontam dados preliminares do Censo Agropecuário 2017, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, a região tinha em 2006 o total de 681.109 hectares (há) de lavouras caindo para 638.415 há em 2017. Com exceção de Campo Mourão, Mamborê, Peabiru; Roncador, e Ubiratã, todos os demais municípios pertencentes à Comcam perderam espaço.

A cidade de Terra Boa foi a que teve maior área de redução, caindo de 43.748 hectares em 2006 para 16.175 em 2017. Já o município que apresentou o maior crescimento de área agrícola foi Mamborê, aumentando sua extensão rural em 4.434 hectares saltando de 53.952 em 2006 para 58.386 em 2017. A cidade, aliás, em a maior área de lavouras da Comcam.

Outro dado que chama atenção é a abrupta redução de pastagens na região: 24,62%, segundo os dados. A érea em 2006 era 268.697 há, mas caiu para 202.543 em 2017. Conforme a coordenadora de sub-área do IBGE em Campo Mourão, Priscila de Moura Portela Bambini, o encolhimento das áreas pode estar relacionado ao aumento da zona urbana. Já as pastagens, vêm perdendo espaço para outras culturas.

Todos os 25 municípios da região perderam áreas de pasto. A cidade que apresentou a maior redução foi Iretama: 14.349 hectares, seguida de Roncador, que sofreu queda de 6.682 hectares. As cidades com a maior área de pastagem é Altamira do Paraná, com 27.348 há e Barbosa Ferraz, 26.036 há.

A área total recenseada pelo IBGE em 2017 também sofreu uma redução de 8,54% nos últimos 11 anos. De 1.132.176 há em 2006 baixou para 1.035.448 em 2017. “Foi recenseada 88% da área total dos municípios. É uma área de cobertura que consideramos muito boa. Isso porque tem que descontar a zona urbana, estradas rurais, rios, entre outros. Dentro dos municípios temos que observar todo este contexto”, comentou Priscila.

Na região, a área total rural dos municípios, soma 1.193.530 hectares. Luiziana é a cidade que tem a maior extensão: 90.860 há. Campina da Lagoa (79.661); Mamborê (78.806); Campo Mourão (75.788); Roncador (74.212); e Ubiratã (65.258), também estão entre os municípios com a maior zona urbana, enquanto Corumbataí do Sul (16.434); Fênix(23.410); Rancho Alegre D’Oeste (24.139); Farol (28.923); Terra Boa (32.085); Quarto Centenário (32.188); e Quinta do Sol (32.618); apresentam as menores áreas.

No Paraná, a queda da área agrícola foi de 42%, de acordo com o censo. Os estabelecimentos também diminuíram, passando de 371.063 para 305.115. No cenário nacional, a área de estabelecimentos agropecuários aumentou cerca de 5% nos últimos 11 anos, passando de 333.680.037 hectares para 350.253.329 hectares. Já a quantidade diminuiu, de 5.175.636 para 5.072.152.

Os resultados preliminares demonstram também que a infraestrutura das propriedades rurais paranaenses é melhor do que a média nacional. Do total de estabelecimentos agropecuários identificados pelo levantamento no Paraná, 89,02% utilizam energia elétrica; 80% contam com telefone e 43,2% têm acesso à Internet.

No Brasil, 83,5% dos estabelecimentos contam com ligação de energia elétrica. O número de propriedades com ligação telefônica no país é 3.193.775 (63%). Já o acesso à Internet é bem menor que a média paranaense: 28,1% dos estabelecimentos, um total de 1.425.323.

Além disso, 104.216 estabelecimentos agropecuários do Paraná têm ao menos um trator (34,2%) e 95.500 têm automóveis (31,3%). No país, são 733.997 propriedades com trator (14,5%) e 807.667 (15,9%) com automóvel.