Economia

Bolsas de NY fecham em alta com prevalência de sentimento melhor para EUA-China

Em uma tarde de quarta-feira que contou com a publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e de uma notícia de bastidores que poderia ter efeito negativo sobre os mercados, prevaleceu nas bolsas de Nova York o sentimento melhorado em relação à retomada das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China após informações mais cedo de que Pequim apresentará proposta concreta em busca de um acordo parcial.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 26.346,01 pontos, o S&P 500 avançou 0,91%, aos 2.919,40 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 1,02%, aos 7.903,74 pontos.

Já nos minutos finais do pregão nova-iorquino, veio à tona uma notícia da Reuters sobre como, de acordo com altos funcionários do governo chinês, Pequim teria reduzido suas expectativas de progressos nas negociações comerciais com os Estados Unidos. O efeito sobre os mercados foi pontual e logo revertido.

A força dos mercados acionários veio, desde mais cedo, da informação publicada pelo Financial Times, via fontes não nomeadas, de que a China vai propor, nas discussões que serão retomadas nesta quinta, comprar mais 10 milhões de toneladas de soja dos EUA anualmente, numa tentativa de fechar um acordo comercial parcial com Washington e evitar um novo aumento de tarifas americanas sobre bens chineses no próximo dia 15.

Ela ofuscou também a ata do Fed, que por sua vez mostrou como os dirigentes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) avaliaram na reunião encerrada em 18 de setembro que os riscos negativos à perspectiva econômica estavam algo maiores em relação ao encontro de julho. Essa percepção derivava particularmente da incerteza com a política comercial americana e as condições fora dos EUA.