Política

Bueno votou pela abertura de processo contra Temer; veja como votaram os deputados do PR

Assim como já havia feito na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (PPS), votou nessa quarta-feira (2) pela autorização para abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer (PMDB), denunciado por corrupção passiva pela Procuradoria-Geral da República.

Para o parlamentar, toda denúncia de corrupção precisa ser apurada e não caberia ao Legislativo barrar uma abertura de processo. No entanto, os defensores da investigação do presidente não conseguiram alcançar os 342 votos necessários para que a denúncia seguisse adiante neste momento.

“Sim a reforma da previdência, sim a reforma trabalhista, sim a reforma política, sim a reforma daquilo que nós mais queremos, que é a reforma tributária, e aqui o voto é sim pelo procurador-geral da República e não ao relatório”, declarou Bueno, ao votar contra a decisão da CCJ de barrar a abertura do processo.

A denúncia

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara no dia 29 de junho. Na denúncia, Temer é acusado de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e ter recebido, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, "vantagem indevida" de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato. Segundo a Constituição Federal, um presidente da República só pode ser investigado no exercício do mandato se a Câmara autorizar o andamento do processo.

Durante a tramitação na Câmara, a denúncia motivou diversas discussões em torno do rito de análise e tramitação da denúncia. A denúncia foi analisada inicialmente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e recebeu do primeiro relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), voto favorável para a autorização da investigação. O parecer de Zveiter foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, que aprovaram um parecer substitutivo, elaborado por Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), recomendando o arquivamento do processo.

Ao longo da tramitação na Câmara, o processo mobilizou a liderança da base governista em torno da busca de apoio ao presidente. Partidos da oposição também adotaram diferentes estratégias nos últimos meses na tentativa de garantir a autorização para abertura da investigação. Os oposicionistas criticaram a troca de membros na CCJ e a liberação das emendas parlamentares antes da votação na comissão e no plenário, enquanto os governistas argumentavam que a denúncia contra Temer precisava de provas concretas e que a investigação do presidente poderia causar mais instabilidade ao país. (Com informações de Agências e Assaessoria de Imprensa).

Como votaram os deputados do Paraná

Votaram a favor do arquivamento:

Alex Canziani (PTB)

Alfredo Kaefer (PSL)

Dilceu Sperafico (PP)

Edmar Arruda (PSD)

Evandro Roman (PSD)

Giacobo (PR)

Hermes Parcianello (PMDB)

João Arruda (PMDB)

Luiz Carlos Hauly (PSDB)

Luiz Nishimori (PR)

Nelson Meurer (PP)

Nelson Padovani (PSDB)

Osmar Bertoldi (DEM)

Sergio Souza (PMDB)

Takayama (PSC)

Toninho Wandscheer (PROS)

Votaram contra o arquivamento e a favor da denúncia:

Aliel Machado (Rede)

Assis do Couto (PDT)

Christiane de Souza Yared (PR)

Delegado Francischini (Solidariedade)

Diego Garcia (PHS)

Enio Verri (PT)

Leandre (PV)

Leopoldo Meyer (PSB)

Rubens Bueno (PPS)

Sandro Alex (PSD)

Zeca Dirceu (PT)

Não votaram

Luciano Ducci (PSB)

Osmar Serraglio (PMDB)

Reinhold Stephanes (PSD)