Campo Mourão

Codusa contesta TCE sobre ‘economia’ em licitação deserta

Após divulgação pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), de suposta economia gerada pela Companhia de Desenvolvimento, Urbanização e Saneamento (Codusa) de Campo Mourão, em uma licitação para aquisição de Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), após recomendação do órgão, o presidente da Companhia, Luiz Carlos Malavazi, secretário de Obras do município, contestou a informação, afirmando que a licitação deu deserta. Como não houve interessados, a empresa ficou sem material e se viu obrigada a reduzir em até 70% os trabalhos na cidade.

As informações divulgadas pelo Tribunal apontam para uma ‘economia’ de R$ 858,7 mil com a licitação. O valor inicial era de R$ 4.448.720,00, mas após a recomendação caiu para R$ 3.590.000,00, uma economia de 19%, segundo o TCE. “Mas que economia é essa? Economia é quando efetiva o negócio”, contestou, ao ressaltar que nenhuma empresa participou do processo licitatório.

A licitação foi realizada no modelo pregão presencial. O primeiro edital foi lançado pela Codusa no dia 18 de abril, mas após a recomendação do Tribunal de Contas a Companhia lançou outro edital no dia 4 de junho, que deu deserto. Malavazi explicou que os valores sugeridos pelo TCE foram menores porque o órgão utilizou como referência uma tabela de preços de junho de 2018 e que deste período para cá a matéria prima foi reajustada. A emulsão asfáltica, por exemplo, teve um reajuste de 52%, exemplificou.

Ainda de acordo com o presidente da Companhia, seriam adquiridas com a licitação 10 mil toneladas de CBUQ. O preço médio atual da tonelada custa pouco mais de R$ 400,00, enquanto o da tabela de junho do ano passado, utilizada como referência pelo TCE, R$ 360,00. “Estamos analisando o que vamos fazer agora, se lançamos um novo edital ou se compramos a matéria prima separada”, disse Malavazi.

Segundo ele, como a licitação deu deserta e a Companhia ficou sem material para obras, os serviços prestados pela Codusa foram reduzidos em cerca de 70%. “Isso está nos causando muitos transtornos. Estamos de cabeça quente para tentar resolver essa situação, temos que achar uma solução o mais rápido possível”, falou. Ele informou que a Companhia estava mantendo duas equipes de trabalho na cidade, mas que agora foi reduzida para apenas uma.

O CBUQ é uma das principais matérias primas utilizadas diariamente pela Codusa em obras de tapa buraco e recape asfáltico. Malavazi disse que para não paralisar com os trabalhos, a empresa, que é controlada pelo município, está utilizando CBUQ da prefeitura, fornecendo somente a mão de obra.