Campo Mourão

Construtoras de Campo Mourão são acusadas de aplicar golpe de mais de R$ 1 milhão em várias vítimas

Segundo a polícia, as duas empresas agiam em conluio.
Polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça (Foto: João Silvestrin)

A Polícia Civil de Campo Mourão deflagrou na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Casa de Papel para cumprir 3 mandados de busca e apreensão contra duas construtoras acusadas de envolvimento em fraudes na comercialização de imóveis. As buscas foram realizadas na sede da empresa Barros & Ortiz, na área central da cidade e na residência de sócios proprietários da construtora Projecta, que fechou as portas em 2017. Segundo a polícia, as duas empresas agiam em conluio.

O delegado chefe da 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Campo Mourão, Gustavo Pinho Alves, informou que as construtoras causaram prejuízos de mais de R$ 1 milhão a pelo menos 18 vítimas que buscaram as empresas com o sonho de construir a casa própria. “Durante as investigações constatamos que realmente essa construtora [Projecta] foi criada como fachada para aplicar golpes em pessoas de Campo Mourão”, falou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, as construtoras firmavam contratos com diversas pessoas que procuravam as empresas com objetivo de construir residências e, para firmar o acordo comercial, o cliente tinha que pagar um valor do contrato como entrada. “Toda via as empresas não cumpriam com o contrato gerando prejuízos a estas vítimas”, informou Alves.

Segundo o delegado, foram apreendidos documentos que comprovam a ligação entre as duas construtoras. Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu vários documentos que irão corroborar com as provas já instruídas no inquérito policial. “Foram apreendidos diversos contratos, procurações e escrituras que serão analisadas”, falou o delegado. “Agora vamos interrogar os suspeitos e fazer o encaminhamento para o poder judiciário para providências cabíveis”, emendou.

A polícia apurou que em muitos casos, além de dinheiro, as vítimas davam como parte de pagamento dos contratos firmados até mesmo terrenos, entre outros imóveis. Alves acredita que mais vítimas deverão surgir no andamento das investigações. “Acreditamos que haja outras vítimas que ainda não denunciaram. Casos estas vítimas compareçam será registrado o boletim de ocorrência e instaurado o inquérito policial”, assegurou.

O delegado não descarta possíveis prisões no decorrer da investigação. “O fato de cumprirmos só mandados de apreensão hoje não impossibilita futuramente de representarmos pelas prisões dos envolvidos no golpe”, ressaltou.

A operação envolveu um grande número de policiais civis. A Polícia Civil já vinha investigando o caso há vários meses após clientes lesados pelas empresas procurar a delegacia para denunciar a fraude.

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