Saúde

Terceira morte por leishmaniose visceral causa preocupação em Araçatuba

A matéria publicada anteriormente continha uma incorreção: Diferente do que foi informado pela assessoria de imprensa da prefeitura de Araçatuba, o Centro de Zoonoses não faz a vacinação gratuita de cães em casos de leishmaniose. De acordo com a diretora do CZ, Célia Taiacol, o bloqueio dos casos é feito com a coleta de sangue dos animais e manejo ambiental nas residências. Segue texto corrido:

A prefeitura de Araçatuba, no interior de São Paulo, confirmou nesta quarta-feira, 3, a terceira morte por leishmaniose visceral no município. A vítima, um homem de 49 anos, morava no bairro Hilda Mandarino, na zona leste da cidade. A Secretaria da Saúde, por meio do Centro de Zoonoses, está fazendo bloqueios na região para evitar novos casos e controlar a população do mosquito palha, que transmite a doença.

O número de mortes neste ano na cidade já é igual ao registrado em todo o ano passado e causa preocupação. A prefeitura abriu cinco ecopontos e está mobilizando a população para recolher entulhos e lixo.

Em todo o Estado de São Paulo, até o dia 10 de abril, tinham sido registrados 13 casos e duas mortes por leishmaniose visceral - as outras duas mortes aconteceram depois dessa data e ainda não tinham sido contabilizadas. Um dos óbitos aconteceu em Castilho, também na região de Araçatuba.

Conforme a Secretaria da Saúde do Estado, as ações de combate e prevenção relacionadas às zoonoses, como a leishmaniose, competem aos municípios. Ainda segundo a pasta, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) apoia as prefeituras em capacitações e ações. No ano passado, o Estado registrou 9 mortes por leishmaniose visceral.