Economia

Dólar cai com apetite a risco no exterior e Previdência no foco

O dólar opera em baixa no mercado doméstico nesta terça-feira, 12. Os agentes financeiros conduzem um movimento de realização de ganhos recentes com o dólar (+2,89% nas últimas 4 sessões) induzido pela perspectiva de um novo cronograma para a reforma da Previdência e uma melhora dos mercados no exterior.

No radar está a perspectiva de que o presidente Jair Bolsonaro poderá ter alta médica nesta quarta-feira, 13, e que o Planalto poderá enviar a proposta de reforma da Previdência à Câmara na terça-feira da semana que vem, dia 19, conforme apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Outro indutor de ofertas seria o apetite por ativos de risco no exterior, que embala o avanço das bolsas internacionais e do petróleo, após os congressistas nos Estados Unidos terem chegado a um acordo preliminar no fim da noite de segunda para aprovar o orçamento federal e evitar uma nova paralisação parcial (o chamado "shutdown") do governo americano neste fim de semana.

Em relação à ata do Copom, o Broadcast observa que a principal novidade está ligada à descrição do cenário externo. O BC deixou claro, no parágrafo 14, como enxerga a atual fase da economia dos Estados Unidos. Para isso, cita dois possíveis cenários.

O primeiro envolve "risco de desaceleração econômica relevante" e, o segundo, envolve "continuidade do vigor exibido pela economia americana". O rumo dos juros nos EUA - e os efeitos sobre as economias emergentes - dependerão do cenário que se consolidará.

Lá fora, são monitoradas também as discussões comerciais em andamento entre EUA e China em meio a expectativas pela segunda estimativa do PIB da zona do euro no quarto trimestre e os números oficiais da balança comercial da China, que serão divulgados nesta quinta-feira (14).

Informações preliminares do governo chinês mostram que suas exportações e importações teriam crescido em janeiro. Há um compasso de espera ainda pelos discursos do presidente do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, à tarde, e também do Banco da Inglaterra (BoE), Mark Carney, pela manhã.

No caso do acordo bipartidário nos Estados Unidos, ele prevê a destinação de US$ 1,375 bilhão para a construção de barreiras feitas de ripas de aço em um trecho de 88 quilômetros da fronteira dos EUA com o México - valor bem inferior aos US$ 5,7 bilhões que o presidente Donald Trump exige para a construção de um muro sólido de mais de 320 quilômetros na divisa.

Às 9h33, o dólar caía 0,60%, a R$ 3,7424, enquanto o dólar futuro para março recuava 0,43%, a R$ 3,7470.