Região

Encontro discute diversificação como geração de renda na agricultura familiar

Extensionistas do Instituto Emater de Engenheiro Beltrão, agricultores familiares, lideranças municipais e alunos do curso de Agronomia da Faculdade Integrado, de Campo Mourão, participaram recentemente de um encontro no município onde discutiram um estudo feito pelos acadêmicos sobre as culturas e cadeia produtiva da fruticultura que apresentam potencial produtivo e possam ser cultivadas no município.

O estudo foi desenvolvido pelos estudantes dentro da disciplina de Extensão Rural. O principal objetivo é geração de renda para a agricultura familiar. Cerca de 40 pessoas entre agricultores familiares e lideranças participaram do evento.

Durante o encontro foi debatido sobre as culturas da banana, maracujá, caqui, goiaba, melância e acerola. Foram abordadas informações técnicas desde o plantio, manejo de pragas e doenças, tratos culturais, colheita e comercialização destas frutas além do custo de produção e sua rentabilidade.

Na ocasião, agricultores familiares sócios da Cooperativa dos Agroempreendedores de Engenheiro Beltrão (Cooperbeltrão), foram orientados também sobre a prática de comercialização por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Temos que aumentar a nossa renda para poderemos nos manter na propriedade, e somente com a diversificação da nossa produção poderemos ter uma entrada de renda todos os meses. E a fruticultura segundo este estudo pode nos fornecer isso”, observou a agricultora Maria Selma do Prado.

O técnico da Emater do município, Elzo Nunes Alves destacou a importância do estudo apresentado pelos estudantes e a parceria da prefeitura, que está elaborando um projeto de fruticultura que prevê o auxílio aos agricultores que pretendem ingressar na atividade.

“Temos que buscar solução, pois não é admissível que um pequeno produtor arrende sua propriedade para um grande produtor por falta de opção de geração de renda. Os agricultores do nosso município estão organizados em associações e agora fazendo parte do quadro de associados da Cooperbeltrão, e com toda produção sendo absorvida pelo PNAE , as chances de sucesso na atividade são enormes”, prevê Alves.